Pontuação no Desporto 1

 

Paulo Borges

Há um par de anos atrás, deixei arquivada uma reflexão sobre o tema abaixo descrito, que fui repescar dado que se tornou matéria de discussão ao almoço, entre este amigo Paulo Armando Sousa Jardim Alves Borges, pessoa afável que sabe ouvir, e a minha intolerável pessoa que fala pelos cotovelos. Sendo uma matéria que mexeu com ambos, extravasámo-nos numa correspondência que achei interessante publicar no meu Site, na esperança que suscite comentários ou um conhecimento mais esclarecedor que arbitrasse estes nossos pontos de vista tão opostos.

A PONTUAÇÃO NO HÓQUEI EM PATINS.

«Nunca compreendi a lógica de certas alterações que por vezes são introduzidas no desporto. É o caso das vitórias terem passado a ser pontuadas com 3 pontos (3-1-0) ao invés dos 2 (2-1-0) inicialmente em vigor. Uma cópia chapada do que se passou no futebol foi transferida para a nossa modalidade. O argumento que isso iria incentivar a busca dessas mesmas vitórias não colhe, porque se tivesse colhido devíamos passar a 5 ou 7 pontos por vitória. Na verdade, temos de reconhecer que esta mudança não altera sensivelmente nada. Os atletas das equipas querem simplesmente ganhar, os pontos não lhes interessavam e durante dezenas de anos viveram tranquilos com os 2 que lhes eram atribuídos.

Numa análise lógica vejamos como se chegou à pontuação antiga, partindo do princípio que em cada jogo se disputa 1 ponto. Não havendo vencedores, (caso de empate) só se pode atribuir zero pontos a cada um dos contendores. Se um vence recebendo 1 ponto, é óbvio que ao que perde só se pode atribuir -1. Vamos por passos:

Situação:………..vitória…………..empate…….….derrota

1º passo…………….+1…………………0………………..-1

Como as tabelas das classificações seriam complicadas e trabalhosas de se compilar com os (+) e (-), resolveu-se o problema algebricamente, suponho eu, criando-se uma igualdade, somando 1 a cada parcela.

2º passo……….…+1+1=2………… 0+1=1………. -1+1=0

Resultando:………..2……………….1………………0

Deste modo, temos que o número total de pontos a serem disputados numa prova com “n” equipas é exactamente igual à soma do número de jogos que essas equipas efectuam. Assim, se 10 equipas estão empenhadas e fazem 9 jogos cada, temos um total de 10×9=90 jogos, portanto 90 pontos em disputa. Assim é e assim devia manter-se pois é natural que se queira entrar numa prova sabendo, à partida, quantos pontos estão em causa.

Já analisei inúmeras tabelas classificativas, introduzindo uma coluna para 2 pontos e outra para 3. Comparando-as, verifiquei que só aqui e ali é que um ou outro clube muda de posição, sem consequências notáveis. Por outro lado, com a vitória pontuada a 3 pontos, temos a situação de não conseguirmos saber, à partida, qual o total de pontos que se vão disputar nos torneios, tendo de aguardar pelo último jogo para o saber, o que é absolutamente extravagante para não dizer aberrante.

Para já, o único efeito dos 3 pontos é que as equipas mais fortes se afastam das mais fracas logo nas primeiras jornadas, o que pode presumir um efeito psicológico positivo para as que se encontram no topo, mas em contrapartida as de baixo também vencem e ganham os mesmos 3 pontos, o que anula todo o exercício. Criou-se uma ilusão de afastamento que, diga-se de passagem, não altera sensivelmente a classificação geral nem traz nenhum proveito de monta.»

Este foi o documento arquivado. No prosseguimento da minha argumentação anexei ao original acima mencionado, o seguinte:

Para reflexão, (exemplo fabricado):

Nº de jogos……….J………V……..E…….. D…… pontos (2)…..pontos (3)

Equipa “A”………….9………8………0………1…………..16……………….24

Equipa “B”………….9………7……….2……..0…………..16……………….23

Concluindo: Se em competição, procuramos acima de tudo vitórias, isso será tão valioso como não sofrer derrotas. No exemplo anterior verifica-se que a equipa ”B” que conseguiu esse desiderato, acaba por ficar pior classificada no sistema de 3 pontos. Claro que a equipa “A” teve mais uma vitória que a “B” e a dificuldade de valoração só pode ser resolvida equitativamente pela pontuação do 2 pontos, colocando-as em igualdade e relegando a classificação final para os resultados entre si, ou entre os demais, devendo beneficiar quem tiver marcado mais golos. No caso de terem marcado o mesmo número de golos, beneficiaria quem tivesse sofrido menos. Se porventura terminarem em igualdade nos golos marcados e sofridos, atira-se uma moeda ao ar ou vão ambas jogar o “Euro milhões”, pois acertaram numa probabilidade fora de vulgar!”

A análise e comentários de Paulo Borges

Premissas:  (para vitória valer 3 pontos)

i) “Premiar” quem tiver mais vitórias, ou seja, quem praticar um hóquei/futebol “positivo”

ii) Ao invés, não “premiar” o estilo de jogo tipo “autocarro”, isto é, quem procura o tal mísero pontinho (1 ponto pelo empate) e, por associação, pratica um hóquei/futebol “negativo”

iii) Não haver prejuízo para os chamados “mais pequenos” pois quando ganham também lhe são creditados os 3 pontos da vitória (confirmado por ti no 6º parágrafo da tua 1ª. folha: “Para já, o único efeito dos 3 pontos . . . . .”

iv) Logo no início da prova todos saberem que as regras são estas (julgo que é o que acontece em todas as provas realizadas em Países minimamente organizados)

Dando como válidas estas premissas (e aproveitando o teu exemplo das equipas A e B):***

Equipa A………………………………………………………Equipa B

Jogos = 9                                                                        Jogos = 9

Vitórias = 8                                                                      Vitórias = 7

Empates = 0                                                                    Empates = 2

Derrotas = 1                                                                    Derrotas = 0

Pontos (2) = 16                                                               Pontos (2) = 16

Pontos (3) = 24                                                               Pontos (3) = 23

*** “Premiada” a Equipa A (na regra dos 3 pontos) por praticar o tal hóquei/futebol “positivo” (nomeadamente com mais vitórias), “castigando-se” a Equipa B que andou a “engonhar” e empatou mais vezes (utilizou mais vezes o jogo tipo “autocarro”, logo o chamado hóquei/futebol “negativo”).

Os autocarros

O mérito deve ser sempre “premiado” (sempre) – quem “arrisca” mais em querer vencer tem que ser mais “açucarado” do que quem se limita a não querer sofrer derrotas (dito de outra forma, a querer empatar)

Campeão, nas tua “alegações” quanto ao desfecho deste exemplo da Equipa A vs. Equipa B fazes a seguinte introdução:

“Concluindo. Se em competição, procuramos acima de tudo vitórias, isso será tão valioso como não sofrer derrotas, . . . . . . . “ ii)

ii) “Contestação” minha:

O último pressuposto – não sofrer derrotas «(“Se em competição, procuramos acima de tudo vitórias ….. tão valioso como não sofrer derrotas”)» nem parece de um campeão do Mundo e de um campeão do Mundo que foi e que continua a ser um “atacante”, doutro modo, um “avançado” (o pressuposto é de cariz defensivo e não ofensivo – e desde sempre temos a premissa que o futebol ofensivo deve ser “premiado” e não o inverso);

Não sofrer derrotas não pode ser (até pela natureza das coisas) tão valioso como ter vitórias dado que não sofrer derrotas não é sinónimo de vencer antes de não perder (e, no “saco” do não perder, em sentido estrito cabem os empates e em sentido muito, muito lato podem caber vitórias e empates – mas essencialmente não ter derrotas significa tão-só empatar (donde modo vitória e empate não podem estar no mesmo “patamar”)**

** isto porque, quer na tua pontuação primitiva (vitória = +1 / empate = 0 / derrota = -1) quer na tua pontuação valorada (vitória = 2 / empate = 1 / derrota = 0) tens que observar que não sofrer derrotas – que temos que considerar como empatar, uma vez que ganhar traduz vitória (quando ganhas um jogo não vais dizer que não sofreste uma derrota antes vais afirmar que tiveste uma vitória) e perder (que nem deve entrar na equação dado que perder nunca é não sofrer derrotas) traduz, como é óbvio, que se levou uma “tareia” – só te dá, ou 0 ou 1, enquanto que a vitória te dá ou +1 ou 2.

Em suma: não se deve “premiar” os “autocarros” = não ter derrotas (ter empates), em detrimento do futebol mais ofensivo = busca de mais vitórias.

A razão, julgo eu, para que os empates sejam (na “nova” versão dos 3 pontos) “penalizados”, assenta no facto de a maioria das equipas (nomeadamente por falta de recursos financeiros para terem “activos” / jogadores de melhor qualidade) jogarem, em regra (principalmente quando defrontavam adversários de maior “quilate”), para o tal “pontinho” (1 ponto) da ordem, utilizando os tais “autocarros” e, com isso, não valorizando o espectáculo (não procurando o tal jogo “positivo”)**

** e jogavam para o tal “pontinho” não para empatarem, p e, por 3 – 3 (onde haveria golos e logo espectáculo) mas antes para empatarem 0 – 0 (uma “seca” e zero de espectáculo) e, portanto, dar-se a estes “gajos” apenas menos 1 ponto (na pontuação 2, 1 e 0) do que se dava aos que procuravam ter vitórias e jogar um futebol “positivo” dava azo a dizer-se que o “crime” compensava ii).

ii) dessa forma, seria justificado dar um “bónus” (quem mais “arrisca mais petisca”) a quem praticava o futebol “positivo” e, em vez de se lhes dar apenas mais 1 mísero ponto (por relação ao que se dava aos “partidários” do “autocarro”), passou a dar-se mais 2 pontos (passando, desta forma a valer 3 pontos – e não apenas os “curtos” 2 – a vitória)**

** nada de “escandaloso” porque a todos (princípio da igualdade a funcionar em pleno), quer os do futebol “positivo quer os do futebol de tipo “autocarro” quando vencem têm seguros os tais 3 pontos

É claro que concordo com o modelo de desempate:

1º Validar resultados havidos entre (e só) os dois oponentes – não sendo isso suficiente, i)

2º. Quem, entre os dois, tiver marcado mais golos – não sendo ainda suficiente, i)

3º Quem, entre os dois, sofreu menos golos i)

i) sendo que tal modelo tanto vigorou para a “moda” antiga dos 2 pontos por vitória como vigora agora para a “moda” nova dos 3 pontos – pelo que, com a entrada em vigor da “moda” nova nada se alterou nos procedimentos**

** se, p e, Benfica e Braga (actualmente – na tal “moda” dos 3 pontos por vitória) terminassem o campeonato com os mesmos pontos, o Braga seria campeão porque em Braga ganhou por 2-0 e na Luz só perdeu por 1-0, sendo portanto accionado o ponto 1º e dando-se o título ao Braga.

Pelo que ficou dito, a tua “indignação” face ao sucedido ao Nafarros afigura-se que não colhe dado que, “premiando” o tal futebol (no caso vertente, hóquei) “positivo” (aquele que procura mais a vitória – e não o que não quer sofrer derrotas, vulgarmente designado como “empata”) ficou “por cima” o Infante de Sagres pois procurou mais a vitória do que o fez o Nafarros (estou a analisar dados objectivos, tais como: Infante de Sagres = 4 vitórias vs. Nafarros = 3 vitórias – donde, ganha o Infante**).

** o tal “prémio” para quem foi atrás de (mais) vitórias e não se ficou pelo jogo tipo “autocarro” ***

*** ainda a considerar que o Nafarros (como todos os outros participantes) sabia, logo à partida, que as regras eram as de dar maior valoração das vitórias em contraponto com uma desvalorização dos empates ii)

ii) quando falo em jogo tipo “autocarro” deves saber ao que me refiro: todos “lá atrás” a ver se fazemos o “pontinho” da ordem (1/um ponto) do empate (é o que fazem os que procuram não perder, já não os que procuram vitórias / ganhar)

Ainda sobre a questão do porquê de não se atribuir (pela vitória) 4 ou 5 pontos (em vez de 3) julgo que tal é uma não questão porque:

O cerne não está no que se atribui a mais pela vitória mas antes (e estando a repetir-me) o que se deixa de valorar no “novo” modelo dos 3 pontos: deixa-se de valorar a vertente “não sofrer derrotas”, dito doutro modo, não valorar os empates – como desincentivo (“castigo”) ao tal futebol tipo “autocarro”

A atribuição de 3, 4 ou 5 pontos pela vitória é irrelevante dado que todos (quer os “grandes” quer os “pequenos”) terão esse incentivo (“prémio”) quando buscam o hóquei/futebol “positivo” (as vitórias)

Havendo lugar a contra-argumentação, força, dado que eu apenas fiz esta “análise” puramente “amadora” do tema (sem bases sustentáveis e com pouco tempo) – como “curioso” do fenómeno, esperando não ter dito nenhuma barbaridade – mas, se o fiz, foi pelos motivos já invocados (falta de bases e de tempo – e, claro, de estudo). Abraço.

 

Com o decorrer do debate anexei este quadro da 25ª jornada do Nacional de hóquei em patins para uma melhor interpretação do assunto e o gráfico em baixo, relativo ao afastamento ilusório provocado pelas duas pontuações P1 e P2

Afastamento ilusório!

Olá Campeão

Eu julgo que já antes da “era” dos 3 pontos por vitória (e não apenas 2) o critério para desempatar já era:
1º. Critério: nos jogos entre os dois (que terminaram o campeonato com os mesmos pontos) e apenas nesses dois jogos quem tem a vantagem
2º. Critério: não havendo essa vantagem (os 2 resultados entre os dois foram iguais), quem no geral (em todo o campeonato) marcou mais golos 

3º. Critério: não sendo ainda superada a questão (os 2 marcaram precisamente o mesmo número de golos durante o campeonato), quem no geral sofreu menos golos

A serem estes os critérios, sabendo todos os participantes no início da prova que V = 3, E = 1, D = 0 não me comove nada a “choradeira” do Nafarros.

Ambos (I Sagres e Nafarros) acabaram ou não a prova com o mesmo número de pontos? Acabaram (dados objectivos)

* Desconhecendo que tenha havido diferenças nos jogos disputados directamente um com o outro (nada foi por ti informado) temos que ir para o 2º. Critério:

O I Sagres no geral (em todo o campeonato) marcou ou não mais golos que o Nafarros ? Marcou (dados objectivos)

Então, ponto final (temos dados objectivos + equipas sabiam ao que iam: V = 3, E = 1, D = 0)

No tempo dos 2 = V, 1 = E, 0 = D, o Nafarros foi ou não mais “empata” que o I Sagres? Foi – teve 3 empates / “autocarro” e o I Sagres teve 0 empates / não andando a “engonhar” (dados objectivos)

. . .

Caro Paulo Borges

Quanto a outros pontos abordados por ti (a Itálico negrito) vou responder à frente ou em baixo de cada um deles

Em primeiro lugar quero agradecer-te o trabalho e a paciência que tiveste em analisar o mérito ou demérito da questão avançada por mim, respeitante às pontuações “2-1-0” e “3-1-0”.

Acho que divergiste do ponto fulcral da questão por mim abordada, que não passa de um simples problema matemático, de como validar adequadamente vitórias, empates e derrotas desportivas, num quadro de classificação dos vários jogos de qualquer competição.

i) “Premiar” quem tiver mais vitórias, (é redundante na medida em que, quem tiver vitórias, premiado já está), ou seja, quem praticar um futebol “positivo”, (o que é um futebol positivo… o Inter que deu 75% do tempo de posse de bola ao Barcelona?)

Premiar quem tiver mais vitórias por oposição a quem procura apenas não sofrer derrotas (que, para ti, é tão valioso como ter vitórias – o que, de todo, não concordo); E não é redundante pois foi dado o estímulo de mais 1 para quem mais arriscava ao invés daqueles que apenas não queriam era sofrer derrotas (e volto a repetir-me: não sofrer derrotas = empatar; não igual a ganhar).

E estás a “misturar” coisas que o não devem: um Campeonato (prova de fundo, de regularidade) com Liga dos Campeões (jogos a eliminar); São realidades diversas; E o Inter já tinha feito o seu futebol “positivo” em Itália (em Espanha e face a ser uma realidade distinta de um campeonato só fez o que tinha a fazer – os totós foram os do Barça; Mourinho forever).

ii) Ao invés, não “premiar”… o “autocarro”… quem procura o tal mísero pontinho… que pratica um hóquei/ futebol “negativo”.

(É contra-natura procurar um empate, como escrevi no meu primeiro parágrafo, os atletas das equipas querem simplesmente ganhar… sendo um mero corolário, não quererem perder. Daí a minha ainda reiterada convicção que pesa tanto na balança querer ganhar como não querer perder. Põe uma moeda de 2 euros a rolar no tampo duma mesa, num caras ou coroa, e vais ver que o peso da satisfação do que ganha é exactamente o peso da tristeza do que perde. Se a moeda ficar de pé, julgo que ambos sentirão um certo alívio, dada a expectativa, pois não ainda foi nesse rolar que as coisas ficaram decididas).

Se a moeda ficar de pé só sente alívio o “que estacionou o autocarro” – e estás a entrar no âmbito subjectivo (alívio) e a nossa “discussão” deveria, pelo menos eu assim esperava, ter por referência dados objectivos.

Mas continuando o meu exercício de lógica.

1. Reportemo-nos a uma guerra na antiguidade, em que o exército derrotado era feito escravo. Imagina o que pensariam os milhares de homens de duas hordas que se enfrentam. Não é preciso grande esforço. Todos querem ganhar e nenhum quer perder. Não passaria pela cabeça de qualquer daquelas alminhas um empate pois isso só causaria uma mortandade parcial, sem efeitos no desfecho. (Lembro que os exércitos só se enfrentam quando o número de unidades e a força são sensivelmente iguais. Em caso de desigualdade, o mais fraco organiza-se defensivamente, pelo menos para não perder, o que para ti aparenta ser “engonhar”, e entra em contra-ataque, o que é mais inteligente e positivo do que atacar de qualquer modo. Cabe ao mais forte tentar resolver esse problema).

Isto é “andar à volta”(li em diagonal pois o meu tempo é “curto” e peço desde já desculpa se estou a ser pouco rigoroso – o mesmo para os pontos (seguintes) 2, 3, 4 e 5.

2. Ou isso, ou achas que os mais fracos devem sair do castelo e levar uma tareia dos mouros que os cercam? Sabes o que sucedeu aos polacos quando avançaram com os seus fracos recursos contra a máquina moderna e oleada do exército alemão?

3. Mas façamos uma disputa doutra maneira. Imagina que estamos a competir por uma daquelas lindas Taças orelhudas, colocada sobre uma mesa, cada um de nós a puxar pela respectiva orelha.

Hipótese a) – Nenhum fica com a Taça (ficam aliviados porque nenhum a perdeu), o que é equivalente a ficarem ambos com (0).

Hipótese b) – Fico sem a Taça e desato a chorar, que é o mesmo que ficar com (-1), na prateleira.

Hipótese c) – Ficas com a Taça (+1) e ainda queres ser premiado com outra?

4. É esta a lógica em que a génese da pontuação se baseia, um (uma taça) ponto por jogo que leva a um total por competição que se obtém multiplicando o número de jogos que cada equipa disputa pelo número de equipas participantes.

5. Claro que fazer contas com (+) e () é desaconselhável e não se comete injustiça nenhuma em introduzir uma igualdade em que se transforma (+1, 0, -1) em (2,1,0), dando uma unidade mais a cada parcela.

6. Por outro lado, com esta pontuação (2,1,0), temos um número previsível de pontos e podemos encomendar um número conhecido de “taças”. Outrossim, com a tal pontuação dos “prémios” e “açucarados” (3,1,0), temos um número de pontos variável numa competição, (ficas a não saber quantos são) e, o que é um absurdo, não vamos poder encomendar as “taças” porque temos de esperar pelo último jogo.

Na regra dos 3 pontos por V e para não se recuar muito (em termos de jornadas que faltavam para se “fechar” o campeonato) e tendo em atenção que entre Benfica e Braga havia uma diferença de 6 pontos a favor do Benfica (mas que na realidade eram só 5 pontos dado que nos resultados apenas entre ambos o Braga tinha vantagem) temos que:

Quando faltavam 5 jogos o Benfica precisava de fazer apenas mais 10 pontos para ser campeão / quando faltavam 4 jogos precisava de apenas mais 7 pontos / quando faltavam 3 jogos precisava de apenas mais 4 pontos / quando faltavam 2 jogos precisava de apenas mais 1 ponto* (mais uma vez, dados objectivos)

* donde, não estou a ver a razão de ter que esperar pelo último jogo para fazer “contas”.

7. Desporto não se faz por decreto. E na minha argumentação, não entrou em jogo o estado de espírito das equipas, as motivações, as cotoveladas e os pontapés nas canelas nem tampouco o apedrejamento de autocarros ou influências sobre árbitros e outros quejandos. Tentei tratar somente da pontuação, um assunto algébrico.

Estamos (base da nossa conversa) a falar tão-só de pontuação – assim, tudo o resto é folclore.

8. Ainda sobre a questão do porquê de não se atribuir (pela vitória) 4 ou 5 pontos (em vez de 3) julgo que tal é uma não questão porque: O cerne não está no que se atribui a mais pela vitória mas antes (e estando a repetir-me) o que se deixa de valorar no “novo” modelo dos 3 pontos: deixa-se de valorar a vertente “não sofrer derrotas”, dito doutro modo, não valorar os empates – como desincentivo (“castigo”) ao tal futebol tipo “autocarro”

A atribuição de 3, 4 ou 5 pontos pela vitória é irrelevante dado que todos (quer os grandes” quer os “pequenos”) terão esse incentivo (“prémio”) quando buscam o futebol “positivo” (as vitórias)

De todo o parágrafo anterior, por ti escrito, causa-me estranheza afirmares que “o cerne da questão não está no que se atribui a mais pela vitória… mas antes não valorar o não sofrer derrotas, dito doutro modo, não valorar os empates”. Eu olho para a classificação actual e vejo exactamente o contrário, não tocaram no empate nem na derrota que continuam (0) e (1) e ofereceram mais um ponto à vitória (3).

Sim. O cerne da questão está nos “autocarros”/ empates dado que estes não sofreram qualquer valoração (e bem) e não em dar pela vitória 3, 4 ou 5 pontos uma vez que todos levam o mesmo “prémio” (3, 4 ou 5 pontos) desde que as tenham – é o tal “incentivo” ao futebol “positivo” (leia-se, mais vitórias) e não aos “futebóis” dos Nafarros deste Mundo.

a) Se o cerne não está em… porque se atribuiu mais 1 ponto então?

Mas o cerne não é o ponto a mais – é sim o não “premiar” quem tinha na ideia que é tão valioso não sofrer derrotas como ter vitórias dado que afinal o “crime” compensava visto que quem se “esfolava” e tinha que ter mais engenho para “circular” o autocarro tinha (apenas) um prémio de mais 1 (2) do que quem se limitava a não sofrer derrotas (1).

b) E se isso é bom, então seria curial dar 10 pontos e ficávamos todos felizes porque as equipas iriam alegremente em busca do futebol “positivo” (as vitórias). Aí ninguém perdia ou empatava e ficávamos a coçar a cabeça para ver como sairíamos desta enrascada. (Brinco!)… Desgraçadamente, alguém tem de perder ou empatar ou ganhar!

Ninguém perder ou empatar é (praticamente) utopia – mas que se pode corrigir e incentivar quem faz mais “pela vida” pode-se e foi o que se fez: estimular-se ainda mais a vitória.

c) Mas tu próprio o dizes: «A atribuição de 3, 4 ou 5 pontos pela vitória é irrelevante dado que todos (quer os “grandes” quer os “pequenos”) terão esse incentivo (“prémio”) quando buscam o hóquei/futebol “positivo” (as vitórias)». Se é irrelevante porque é que se deu mais um ponto? O que é que se consegue com mais 1 ponto que não se consiga com 10 pontos. Digo-te, nada significativo!

Quando digo que é irrelevante é dando o sinal que a atribuição do bónus é para todos e sendo para todos é irrelevante uma vez que, desde que ganhem, “pequenos” ou “grandes” têm o mesmo tratamento.

d) Termino com o que antes escrevi: – Olha só, numa pontuação a 2, o Nafarros teria mais 1 ponto e então seria o penúltimo (não é que isso interesse neste caso), a pontuação a 3 igualou-os na tabela a 12 pontos, e funcionou o regulamento que diz que quem marcar mais golos é beneficiado. O I. Sagres marcou 67 e o Nafarros 64, todavia, este teve menos 2 derrotas que o outro, tendo sofrido 128 golos contra 148 do adversário… menos 20 golos!

Se todos sabiam, desde o início, que V = 3 e que mais golos marcados era o 1º. critério de desempate o Nafarros queixa-se de quê ? De que quando lhe interessasse o velho esquema de 2 pontos haveria a repristinação do mesmo? A ser assim é que se teria um campeão por decreto.

Não te merece reparo esta situação em que, neste caso, e provavelmente noutros, beneficiou quem mais golos sofreu e mais derrotas teve, contrariando os pressupostos que levaram à pontuação hoje em vigor?

Aqui, nomeadamente quando se elaborou os regulamentos, estamos no tal âmbito subjectivo – se tivesse sido valorado inversamente seria a vez de os I Sagres deste Mundo dizerem que o critério deveria ser outro. Porém, uma vez aprovado o regime que regula a competição (e julgo que será aprovado pelas associações em maioria) não se pode alegar factos “velhos” sempre que estes, afinal, eram-nos mais favoráveis.

Um abraço – e findo com esta minha intervenção neste assunto porque mesmo que esteja a ver mal o “filme” (o que não me parece) não vou, para já, alterar a minha posição (podes ficar com a taça)

Posfácio

O desporto oferece este tipo de polémicas intermináveis. Elas ocorrem durante os almoços, às mesas do café, onde se sentam amigos (inimigos figadais nas cores dos seus clubes), discutindo a grande penalidade que não foi, o golo que resultou dum fora de jogo, o árbitro que estava feito, etc. Tenho reparado que quando se sentam dois, conversam de modo sereno, mas basta haver três ou quatro para redundar numa discussão ruidosa que me faz lembrar as orquestras, antes de o pano subir, a ensaiar os seus instrumentos, numa chinfrineira ensurdecedora. Tal como sucede em vários debates televisivos.

Ora a polémica relatada nesta página não tem por onde se desdizer, foi pensada e escrita e pode ser analisada na sua argumentação. Deixo isso para quem tiver paciência de oferecer os seus préstimos e comentar, tal como o meu amigo Paulo Borges o fez.

Entretanto, fico com a tal Taça orelhuda.

 

 

7 Responses to Pontuação no Desporto 1

  1. Ze Carlos says:

    O debate sobre a forma de pontuacao aqui desenvolvido e’ muito interessante e bem ‘espremido’ e a qualidade do argumento so’ aumentou consequentemente.
    Pode-se acrescentar que em todas as modalidades existe debate sobre o assunto, por exemplo no caso do basketbol os tres pontos fora da area ainda da’ que falar, assim como no rugby, teste = 5 pontos, conversao = 2 pontos, antigamente era 2 e 1 respetivamente. A mudanca da regra dos pontos foi intruduzida precisamente para dinamizar mais o espetaculo do ponto de vista dos adeptos/espectadores e para valorizar e galardoar a equipa com um estilo de jogo mais ‘dinamico’. O resultado hoje em dia e’ um jogo que para ser jogado eficazmente tem que ser disputado por equipas fisicamente poderosas e tacticamente planeada em contorno do poderio fisico dos jogadores tanto individualmente como em conjunto.
    No caso do basket a semelhanca e’ muito parecida, hoje em dia por muito bom que um jogador seja, se nao tiver uma certa altura, a sua habilidade nao se traduz em vantagem contra jogadores mais altos apesar de tecnicamente apresentarem uma certa inferioridade.
    De regresso aos pontos, eu penso que o maior problema das equipes melhores nao mostrarem por vezes essa superioridade nos pontos acumulados ou em resultados de competicoes por eliminatoria, e’ uma consequencia de arbitragens pobres que por vezes beneficia um e ao mesmo tempo prejudica o outro.
    Tem havido muitos casos em que as equipas estao muito iguais em performance e o juiz da partida estraga o ‘show’. Tambem ha’ casos em que a melhor equipa e’ favorecida e vice versa, tudo isso ajuda a concluir que as arbitragens fazem muita influencia no decorrer do jogo, mas se por vezes a qualidade dessa arbitragem e’ suspeita a questao agora e’; Como rectificar a situacao mais estritamente?
    So’ posso afirmar que o resultado de uma arbitragem neutra e correcta so’ pode ser o seguinte;
    1) A melhor equipa vence sempre.
    2) No caso de as duas equipes estarem ao mesmo nivel, levam os mesmos pontos no final do jogo.
    3) Em casos de competicao por eliminatorias, golos fora contam mais.
    4) No caso de igualidade de golos fora e em casa, o criterio da disciplina poderia ser utilizado em vez de ‘extra time’ ou penalties (se realmente a disciplina e fair play e’ para terem relevancia no jogo, seria o impacto desses factores diretamente no resultado que fazeria a melhor equipa em tudo seguir em frente).
    5) Sendo os fatores em ponto 4 presentes nos jogos de qualificacao e depois de tudo ainda estar um empate entao nesse caso a aplicacao do ‘extra time’ e penalties ou jogo de desempate em campo neutro podem ser considerados ou novas ideas introduzidas.
    6) A intruducao de meios baseados em tecnologias modernas eventualmente podera’ vir a ter uma aplicacao ate’ um certo ponto para ajudar o trabalho do juiz da partida.
    E’ uma tarefa dificil ao principio porque nao existe uma plataforma comum ou um standard que faca a hegemonia prevalecer em todos os paises praticantes de uma modalidade e as suas gentes.
    Em conclusao, enquanto houver diferencas de opiniao, havera’ problemas desta natureza em tudo, ao mesmo tempo para se evoluir tem que existir diferenca de opiniao para expor ideas diferentes e tirarem-se vantagens ou nao, e’ um processo continuo e infinito.
    Espero que esta contribuicao minha tenha causado o efeito desejado. Causar mais confusao!
    Obrigado pela oportunidade e ate’ a proxima.
    Ze’ Carlos.

  2. Velasco says:

    Caro Zé Carlos
    Grato pela sua valiosa intervenção. Ela não confunde, antes pelo contrário, puxa pelo fio do novelo e trás ao de cimo questões interessantes que permitem aprofundar ideias. E estas só podem contribuir para uma visão mais límpida dos problemas. Voltarei a este assunto muito em breve, assim que finalize o que tenho entre mãos.

  3. Velasco says:

    Caro Zé Carlos Ferro
    Li com muito agrado a sua pertinente intervenção, que agradeço. Fez observações interessantes e outras que merecem uma análise.
    Em primeiro lugar, queria realçar que a palavra pontos aplica-se a duas situações distintas:
    1. Pontos que são acumulados ao fim de um campeonato de uma ou duas voltas, resultado do valor que se atribui à Vitória, ao Empate e à Derrota.
    2. Pontos com que se valoriza um Golo (futebol, hóquei, por explo), um Cesto (basquetebol), um Ensaio e respectiva Conversão (rugby)… etc.
    Ora, o tema do debate com o meu amigo Paulo Borges, centrou-se exactamente no primeiro destes casos, onde manifestei a minha curiosidade e discordância pelo facto de terem alterado a valorização centenária de V=2, E=1 e D=0 para V=3, E=1 e D=0, que em termos práticos não serve para nada, a não ser criar uma ilusão de afastamento dos mais fortes em relação aos demais, tal como procurei demonstrar na minha argumentação, causando no meio da tabela, aqui e acolá, algumas injustiças.
    Entendendo eu que a dinamização do desporto não deverá ser feita por decreto, nas minhas tabelas classificativas, referentes a centenas de provas disputadas no hóquei em patins, introduzi uma coluna com um coeficiente K, ao lado da coluna dos coeficientes Goal average (divisão de golos marcado por sofridos). Este coeficiente K é resultado da multiplicação do goal-average pelos pontos conquistados a dividir pelo número de jogos efectuados por cada equipa. Para mim, este K, uma espécie de coeficiente Força, bastaria, no meu imaginário, para classificar as equipas, por ordem dos valores resultantes, independentemente se ganharam fora ou se perderam com este ou aquele. Acho que seria uma hipótese tipo acertar no Euromilhões, encontrarem-se duas equipas com o mesmo resultado. Se assim fosse, provavelmente que seria interessante arrumar o assunto com uma grande finalíssima. Claro, tudo isto no meu imaginário, onde, um coeficiente simples me permite avaliar o comportamento das equipas.

    Quanto ao segundo caso, em que se pretende valorizar a finalidade principal das regras de cada modalidade, (marcar), é aceitável que se tente estimular a qualidade e precisão do gesto desportivo final (caso do basquetebol), o que foi conseguido duma forma espectacular e muito do agrado dos adeptos. Na valorização dos ensaios (rugby) acrescida dum pontapé de conversão os pontos aparecem pela mesma razão, julgo eu, numa primeira instância para premiar o esforço titânico da equipa em ultrapassar a linha do fundo e noutra, para introduzir uma pausa, após o esforço do ensaio, criando-se um momento de tensão e expectativa, no seio dos espectadores, provocado pelo ritual do especialista em pontapés, a maior parte das vezes dados de esguelha.
    Antes de continuar, apesar de ver todas as modalidades desportivas, só falando das colectivas, procuro acompanhar sempre eventos do basquetebol e do rugby, de alto nível, regalando-me com o que vejo, ao contrário do hóquei em patins e futebol tradicional que considero serem muito mal praticados.
    Se concordo com a necessidade das equipas terem de ser muito bem preparadas fisicamente para proporcionarem um bom espectáculo, já ponho reticências sobre o seu porte físico. É tudo relativo. Na NBA os playmakers são relativamente mais baixos que os companheiros. No futebol, um Messi, faz gato-sapato de qualquer adversário mais poderoso, no hóquei, vem-me à memória o “enfant terrible”, Marzella, com um metro e sessenta a desnortear por completo a nossa Selecção Nacional, em determinada prova Mundial, e por aí fora. Tanto quanto me foi permitido observar, ser alto ou baixo é indiferente, o que importa é o talento de cada um.
    Quanto às Arbitragens estou de acordo, dum modo geral é como escreveu. Grandes esforços estão a ser feitos nas modalidades a fim de melhorar a sua qualidade e se o verdadeiro “fair-play” fosse a norma desportiva, (o que é um tanto utópico!), teríamos o problema resolvido.
    A sua percepção de que uma arbitragem neutra e correcta causará o seguinte:
    1) A melhor equipa vence sempre. De acordo.
    2) No caso de as duas equipas estarem ao mesmo nível, levam os mesmos pontos no final do jogo. De acordo.
    3) Em casos de competição por eliminatórias, golos fora contam mais. Está decretado que assim é para arrumar de vez com o assunto, pois eu próprio, que ao serviço da nossa Selecção Nacional, fiquei listado entre os seis melhores marcadores de sempre, na modalidade, em média de golos por partida, a maior parte deles marquei-os sempre fora, sem sentir que valiam mais que os concretizados em casa. De acordo que serve nestes casos de eliminatórias, por razões práticas.
    4) De acordo com o critério de Disciplina
    5) Idem.
    6) Em total desacordo. Quem escolhe o “frame” decisivo? Quem vigia os que escolhem? Kafka ilustrou isso bem… Teríamos uma fila de pessoas a vigiar uns aos outros! Além do que, sendo o futebol planetário, 99% dos campeonatos nacionais não teriam recursos financeiros. Alterar os regulamentos para introduzir tecnologias modernas tem de ser para todos ou então, para nenhum!
    A sua contribuição não causou confusão, só adicionou matéria ao lote de pareceres, cuja análise poderá enriquecer este tema.
    Muito obrigado. Velasco

  4. Ola’ estimado Francisco Velasco.
    Mais uma vez agradeco imensamente a laboriosa profunda e explicita resposta por si oferecida, pois tal resposta vem ter com o meu senso de justica e de “fairplay”.
    Concordo com as analizes expostas, exepto uma a que ja’ me refiro de seguida.
    Ao mesmo tempo quero salientar alguns dados hoje em dia presentes em certos desportos em relacao ao ponto discordante no. 6.
    O jogo anti desportivo ou ate’ mesmo batoteiro necessita de adequada vigilancia e punimento, perante nao so’ os niveis de profissionalismo, reputacao e orgulho nacional de muitos desportos praticados hoje em dia, como tambem de regulacao das praticas desportivas. Nisto acho que existe consenso entre nos.
    O facto de que e’ assumida uma inviabilidade na necessidade pratica do argumento em nao se poder exercer vigilancia suficiente e de se ter de vigiar quem vigia com um certo rigor aceitavel por todos com uma consistencia acima de duvidas, posso afirmar que em muitos desportos (tanto individuais como coletivos) praticados hoje em dia, como por exemplo na natacao, o tenis, atletismo, basquetebol, rugby e cricket. A existencia das technologias teem melhorado e refinado tanto a pratica dos desportos como os resultados.
    No caso do rugby e cricket, a televisao tem vindo a prestar grandes servicos aos arbitros e umpires em determinar decisoes de valia disciplinar e pontual com muito mais rigor e justica do que aquilo que acontecia antes da introducao dessas technologias, particular mencao faco da sua utilizacao no jogo de cricket tanto nos “5 day test” como nos “limited over matches” (50 overs) ou na nova “cricket league format” (20 0u 25 0vers)
    Na pratica do cricket, para quem nao conhece a natureza do jogo, e’ um jogo em que as regras estao periodicamente em revisao, atraves das associacoes locais para o organismo Nacional poder expor em agenda ao nivel Mundial tais problemas para entao chegar-se a um possivel consenso, resolucao e implementacao das modificacoes para se irem eliminando injusticas, e paralelamente melhorar o espetaculo com um “fair play” e oportunidade de jogo tao bem equilibrados que so’ ganha quem jogou melhor, apesar de haver acontecerem raramente empates e “banhos” entre equipas de valores muito desiquilibradas. Existia muita batotice ate’ haver o “third Umpire referal system”, com o advento de cameras de televisao e facilidade de replay
    apos a intruducao do “third Umpire, Referee” tanto no cricket como no rugby, essa batotice e ma’ arbitragem tem melhorado tremendamente a qualidade do jogo.
    No rugby e no cricket, faltas nao notadas na altura do jogo sao revisionadas apos os jogos e os culpados punidos adequadamente com multas , suspensoes ou ate mesmo irradicacao permanente, tambem os arbitros encontrados de serem menos judiciosos sao postos debaixo de investigacao e as necessarias intervencoes feitas para apurar se existe caso de corrupcao etc, etc. Nao e’ utopico mas pelo menos aproxima-se.
    Pode-se observar o Campionato Mundial de Cricket a decorrer neste momento na India, Bangldesh e Sri Lanka, para se apreciar a camera de televisao em suporte do Umpire, ate’ ao ponto de os capitoes de equpipa se nao concordarem com certas decisoes pedirem ‘referal to the camera’ ao juiz da partida para se eliminarem duvidas.
    Ora bem, nao existe perfeicao mas ao mesmo tempo vai-se aperfeicoando comforme e’ necessario, por outras palvras, e’ um sistema vivo e ao par das necessidades modernas de se ter em conta o que se pode avaliar e determinar hoje em dia em grande promenor se houve ou nao erros graves e menores em jogo, com a ajuda das cameras.
    Na conclusao, a quantidade de pontos dados por empate ou vitoria, nao importa se sao 1 ou 2, 1 ou 3, 1 ou 5, 1 ou 10. Esta’ claro que todos nos que sao razoaveis querem ver o que joga melhor ganhar sem batotice ou ajudas de arbitros. O ponto que foi feito em relacao a performance, mais golos marcados e sofridos etc, no fim nao e’ o factor determinante, mas apenas os resultados dos confrontos diretos entre todas as equpipas, resaliento que sendo as arbitragens feitas com neutralidade e corretamente, a competicao so’ pode trazer a vencedor or Campiao a melhor equpa ou individuo.
    Concordo plenamente que o hoquei e o futebol observado hoje em dia esta’ aquem do desejado, basta vermos o que sucedeu no Mundial aqui na A. do Sul o ano passado para exemplo de ‘como nao se arbitrarem jogos’.
    No caso de empate no fim do campeonato e’ certo que tem que se encontrar diferencas para apurar quem ganha, mas eu discordo do sistema de golos fora valerem mais como no caso do futebol, para mim um empate fora ou em casa e’ sempre um empate, eu acho que na procura do fair play, a disciplina poderia ser mais determinante na passagem a fase seguinte, mas isso e’ um topico que merece a sua propria plataforma para se debater os meritos e demeritos de cada argumento.
    O ‘Gridiron football’ nos EUA por outro lado esta’ talvez demasiadamente dependente das cameras para se poder apreciar um jogo mais corrido como o rugby, mas talvez seja mais justo para quem o apreciar.
    No que respeita a recursos financeiros, desde que existam cameras de televisao, existe um ponto de partida, e e’ claro que ha’ sempre os liders e os seguidores, e desde que se for provando gradualmente as vantagens que uma introducao de novos meios cria no seio desportivo e nao so’, quem menos pode vai arranjando maneira comforme pode. E’ provalvelmente um processo tenuoso mas nao impossivel de todo.
    O tal balanco entre a corrente de jogo e as interrupcoes, e’ algo que merece mais discussao, claro, mas tambem e’ muito importante ter em conta as opinoes dos adeptos e hoje nao se verifica muita tomada de atencao dos organismos controladores a quem consome esses desportos, em maketing isso seria um suicidio, mas em futebol e hoquei nao sei como e’ possivel esses organismos ignorarem a opiniao publica, mas emfim e’ a minha esperanca que com forums como este na internet isso possa vir a acontecer um dia.
    Entretanto por hoje aqui fico e espero que este debate continue a merecer a atencao que lhe e’ merecida.
    Muito obrigado e ate’ uma nova oportunidade.
    Ze’ Carlos Ferro (Jnb)

  5. Ola estimado Francisco.
    Como parece-me que entre nos o ponto mais divergente e’ a vigilancia nas arbitragens, gostaria de acrescentar o seguinte.
    No comentario referente a utopia e ao Kafka, posso afirmar que nao e’ tao utopico e longe do alcance como isso pareca aprimeira vista.
    Como exemplo posso referir o caso do emprego de tecnologia em muitos desportos hoje dia, coletivos ou individuais como por exemplo, natacao, atletismo, tennis, gridiron football, rugby e cricket.
    Menciono o cricket porque nos ultimos dez anos mais ou menos a introducao de ajuda nas decisoes a partir das cameras de televisao, (no que diz respeito aos custos, o seu argumento injustifica a possiblidade de intruducao de meios technologicos devido aos custos involvidos, mas em reflecao, se ja’ se utiliza a televisao para difundir a partida, esse mesmo aparato pode ser utilizado para fins de arbitragem sem implicar grandes acrescimos ao orcamento do jogo. Claro que como em tudo havera um processo inicial que sera’ liderado por quem mais interesse e mais poder tem, e subconsequentemente, havera uma propagacao dos meios a todos os cantos onde esse desporto e praticado) tem melhorado o espetaculo de cricket de tal maneira que hoje em dia e’ o desporto com o maior crescimento ao nivel Mundial.
    Basta verificar os paises neste momento a participar no Campionato Mundial a decorrer conjuntamente na India, Bangladesh e Sri Lanka.
    De volta as cameras no cricket, a sua utilizacao na ajuda a decisoes dos ‘Umpires’ de jogo limpou alguma batotice e injusticas na sua pratica desportiva. Eu penso que no rugby tambem melhorou bastante as chamadas decisoes tangenciais, tanto na area disciplinar como na pontual. Nao ha’ hoje em dia quem nao reconheca as vantagens da utilizacao do ‘slow motion replay’ para esses fins.
    A questao por si abordada no que diz respeito aos custos, como ja’ mencionei antes, desde que as cameras la’ estejam, o resto (third official) nao deve ficar um balurdio, os paises com menos possiblidades tambem querem um jogo mais limpo e resultados mais justos. Isso dos custos e’ tudo relativo.
    No rugby e cricket resolveu-se o assunto sem muitos problemas de custo porque havia forca de vontade, no Kenya, Bangladesh, Uganda etc utiliza-se cameras em cricket e outros desportos e esses paises sao menos afluentes do que uma Australia ou Inglaterra ou EUA.
    No regresso ao impeto causador desta conversa, as pontuacoes, quero afirmar que no meu pensar, os tres pontos para vitoria e um ponto para empate faz o resultado final dar mais vantagem a quem quer jogar para ganhar e claramente desfavorece o tipo de jogo ‘estacionar o autocarro’ mas conjuntamente com melhoramentos nas arbitragens, apesar da utopia estar presentemente fora do alcance, pelo menos seria um avanco na direcao certa para conjugar todos os aspectos relativos aos desportos que necessitam da intruducao dessas inovacoes, para uma melhoria geral. Basta para exemplo o que se verificou em muitas arbitragens no ultimo Campionato Mundial de Futebol em 2010 aqui na A. do Sul.
    No caso do hoquei em patins, basta analizar o que aconteceu a uns sete anos atras no ‘ice hockey’ na America do Norte e as suas consequencias. Hoje e’ um desporto que tem vindo a cativar maiores audiencias e tamanho da liga.
    Um coisa que me ocorre neste momento e’ o caso dos golos fora valerem mais por exemplo; SCP vs Rangers ha’ uns dias atras, (nao sou Sportinguista) em competicoes por eliminatoria. Porque e’ que nao existe ‘overtime play’ se ao menos nao se divide as equipas atraves dos golos marcados, joga-se ate’ uma equpa conseguir superar a outra se nao com melhor jogo ao menos por cansaco fisico, e nessa vitoria ao menos ganha quem e’ melhor em tudo desde a habilidade e tecnica ate’ ao condicionamento fisico, por exemplo Liverpool vs AC Milano na Final dos Campeoes Europeus a uns anos atras.
    Nao sei se estou a fazer senso ou nao relativamente ao consenso geral por ai observado, mas no como ja’ disse antes, na minha mente um jogo vai ter ao instinto basico do ser humano, e’ uma especie de batalha em formato moderno em que os mortos e feridos nao acontecem como em batalha aberta, mas ao mesmo tempo esta’ em causa a superioridade fisica, intelectual e tecnica dos participantes e tambem o musculo financeiro e acima de tudo o orgulho clubista e/ou nacional. Perante tais valores as regras teem que acompanhar os tempos para se conseguir uma melhor valia pelo interesse dos adeptos nos desportos.
    No fim de tudo dito e feito, sao os adeptos e os atletas que fazem os desportos continuar ou estagnar, existe uma symbiose entre os dois que so’ e’ possivel se ha’ cativacao dos dois lados, ‘back to basics’ nao funciona numa sociedade mediatica e com o publico tao bem informado como hoje em dia.
    O circo so’ sobrevive se cativar o publico, e o publico so’ vai ao circo se o circo for cativante, e em Portugal hoje em dia com a media que existe, os dirigentes ignorantes deste facto deviam ser excumungados dos seus cargos. Para exemplo, ver o que aconteceu ao treinador da Franca (Raymond Domenec), presidente da FFF e ministro do desporto apos o regresso a casa da selecao nacional Francesa do Campeonato Mundial.
    Por hoje aqui fico, mais uma vez vez agradeco este forum pela oportunidade aqui auferida e ate’ a’ proxima.
    Muito obrigado
    Ze’ Carlos (Jnb)

  6. Velasco says:

    Caro Zé Carlos
    Só agora dei conta que escrevera em 28 de Fevereiro e agora em Março. Estava a eliminar o meu spam quando verifiquei que estes escritos estavam lá. Engano da máquina, (false spam), mas já os recuperei e estão no espaço para comentários no artigo a “Pontuação no Desporto”. Voltarei a este assunto interessante, depois duma leitura cuidadosa. Obrigado e um abraço

  7. Velasco says:

    Caro Zé Carlos Ferro

    Numa apreciação resumida desta troca interessante de pareceres, detecto que existem dois pontos em discordância, a saber:

    1 – Valorização dos Pontos por Vitória, Empate e Derrota.

    – Como antes inicialmente exposto nos longos e-mails que troquei com o meu amigo Paulo Borges, no artigo Pontuação no Desporto, a questão de se dar mais um ponto às Vitórias, é fulcral para toda a discussão que foi travada. Não é indiferente, dar-se ou não mais 1 ponto por vitória. A razoabilidade desse raciocínio, que visava resolver o tal problema do “autocarro”, a meu ver, peca por ser forreta pois se isso é válido, porque não dar-se 5 ou 10 pontos, repito? Sempre actuei na minha vida desportiva, com o fito de alcançar a Vitória, não sofrer a Derrota e ficar expectante se as coisas terminassem num Empate. Ganhei o primeiro Campeonato do Mundo, numa final em que empatamos com a Espanha, porque esta já tinha empatado antes. Os pontos que são atribuídos a esses desfechos são arbitrários, por uma questão de classificação final dos participantes, em que nós, os atletas, nem sequer pensamos neles. Não seria por a Vitória valer 3 pontos que alteraríamos o resultado verificado. Para mim, a pontuação clássica 2-1-0 é a mais correcta e que dá 1 ponto por cada jogo disputado, tendo nós como total, ao fim duma prova, um número exacto de pontos, qualquer que seja o número de participantes e voltas, igual ao número de jogos realizados. O que é matematicamente inaceitável e ilógico com a pontuação 3-1-0, é não sabermos nunca, quantos pontos tem um campeonato, acabando cada jogo valer 1,43 ou 1,56, e isso só depois do último jogo da prova ter sido realizado. Ora isto não faz sentido nenhum e vai ser muito difícil eu ser convencido do contrário. Para ter uma ideia, quando o Campeonato do Mundo de futebol se realizou na África do Sul, e se formaram os grupos A a H, fiz uma tabela para cada grupo, com duas colunas, uma com a pontuação 2-1-0 e outra com 3-1-0. No final comparei e, em nenhum caso, absolutamente nenhum, em tantos jogos, se verificou qualquer alteração na classificação por causa da nova pontuação. Estranho…

    1 – Utilização de tecnologias ao serviço das arbitragens.

    Quero esclarecer que aceito de bom grado a utilização de novas tecnologias ao serviço das arbitragens em certos desportos, como muito bem se referiu nos seus escritos, desde que existam condições financeiras para o efeito e que a sua aplicação seja generalizada, daí que nada oponho à sua argumentação em relação aos desportos que mencionou. Todavia temos de atender às especificidades de cada desporto e o poderio económico de cada um. No futebol é irrealizável na medida em que esta modalidade está disseminada por todo o planeta, em países pobres e menos pobres, sendo jogado inicialmente em campos pelados, sem iluminação, melhorando por aí acima, em vários países, abarcando eventualmente uma elite que não corresponde a mais de 20% dos clubes que por aí proliferam. A não ser que queiramos ter uma divisão de Ricos e outra de Pobres. O seu argumento que se a Televisão já lá está e que portanto, sem grandes custos, poderia ser utilizada como 3rd referral também não colhe, pois esse equipamento pertence a sectores privados ou públicos, que possuem uma regi sofisticada, metida em enormes caravanas, onde estão expostos os screens de cada câmara por eles montadas nos campos, com vários operadores, visuais e áudio, um batalhão de electricistas a controlarem os cabos que ligam às parabólicas e aos operadores de câmaras a pé. No meio disto há um director da regi que escolhe a imagem que vai para o ar, que manda fazer replays e slow-motions, todos mediáticos e controversos. O Futebol já utiliza estas imagens, para penalizar incidentes que porventura são captados, porradaria a caminho dos túneis, pé em riste que pisa o adversário, mas isso somente à posteriori, se a imagem for apresentada como evidência, por Clube A ou B, por gravações feitas sabe-se lá por quem. Para se utilizar imagens que esta tecnologia permite, o que seria saudável, tal como os progressos noutros desportos a que se referiu, no Futebol é impraticável na medida em que teriam de existir regis só para este efeito, a um custo enormíssimo, em todos os jogos que se realizam por esses campeonatos todos. Era bom, seria uma fonte de emprego, mas depois teríamos de perguntar, quem é que seriam os operadores, árbitros? Um grupo de árbitros? Essa foi a razão da minha referência a Kafka. Temos de esquecer este assunto da tecnologia aplicada ao Futebol, pois este é um desporto que começa a ser praticado por autênticos moleques da rua, fingidos, simuladores, que não sabendo praticar “bem” a modalidade, nem tendo ninguém que lhes ensine “como”, são musculados pelos preparadores físicos para correrem com malucos em alta velocidade, com entradas violentíssimas, empurrões, abraços e agarrões descarados, como se pode ver nas marcações de cantos. O futebol é a modalidade mais mal praticada no mundo, exceptuando os galácticos, que são de facto um mimo de se ver, e o Hóquei vem logo a seguir. O povo gosta do que vê, não conhece outro, porque esta falta de fair-play avança insidiosamente através dos tempos e o que é, regala-o.

    Vou dar-lhe um exemplo: – O Hóquei, que vinha a degradar-se há três décadas, sofreu do mesmo efeito de dominó, musculação para cima, velocidade e correr para a frente como doidinhos, a empurrarem descaradamente com as mãos nas costas dos adversários, setiques a puxar pelo patim do adversário, espalmá-lo de encontro às tabelas e alas, até copiavam os futebolistas que procuram ou fingem ser derrubados na área para beneficiarem duma grande penalidade ou livre directo por ser for à beirinha da linha. O povo não viu “outro” hóquei, que fazia abarrotar pavilhões, vê este e habituou-se a ele e lá vai indo cada vez menos aos jogos.

    Os responsáveis levaram 30 anos, veja que são trinta, a introduzir as faltas pessoais e de equipa que penalizam por acumulação… Foi no ano passado e diga-se em abono da verdade, o que se passa lá dentro, hoje, segundo o que observei nos jogos transmitidos pela televisão, está totalmente limpo e mais disciplinado, só faltando agora saberem praticar bem o hóquei em patins.

    Mas nesse ínterim, os rinques pareciam jaulas, rodeados por redes metálicas, e uma multidão hostil do outro lado, alguns a lançarem-se para a rede como macacos. A violência lá dentro contaminava o Zé Povinho, Cheguei a ver a equipa da Espanha, vencedora dum Campeonato da Europa realizado em Portugal, a meterem-se dentro da baliza e levantá-la como um sombreiro, para se protegerem dos objectos que lhes eram arremessados. Cheguei a ver, neste ínterim, repito, os nossos treinadores mais consagrados a serem cuspidos pela máfia que se punha por detrás, a pontos de terem de puxar os kispos para cima da cabeça. Tudo isso foi melhorando e hoje não existem mais “gaiolas”. A última que visitei, foi quando, como treinador da equipa do Tomar, deslocámo-nos ao recinto do Porto, um ambiente sempre difícil e hostil. Lembrei-me dos meus tempos em que, como jogador, sentava-me na bancada antes dos jogos internacionais e conversava com os espectadores sempre desejosos de nos cumprimentar, de tocar e falar connosco. Nessa noite, no recinto do Porto, não entrei no recinto pelo túnel de rede. Deliberadamente, encontrei uma saída para o exterior e fui parar à falange dos Dragões, aglomerada na bancada de topo, dirigindo-me a um deles e perguntando como se entrava na “gaiola”. Saltaram dois, – «Por aqui, Mr! – Por aqui…» e levaram-me pelo braço para uma portinhola no outro lado do campo. Acredite, Zé Carlos, deixaram-me em paz e acabaram por despejar toda a adrenalina no treinador do Porto, pois a minha equipa perdeu a dar uma excelente réplica. Isto é um aparte saudosista que procura mostrar como é simples dominar os acontecimentos com uma pitada de naturalidade.

    Quanto ao Hóquei em gelo, aconselho-o a fazer uma busca na Net, pois encontrei referências nele que indicam que está a perder a popularidade e que os seus responsáveis estão preocupados com a situação.

    Um abraço

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