O Guarda-Redes

 

Moreira, a valentia!

Nota de atenção

Antes de mais, devo advertir que a minha visão deste elemento da equipa, foi obliterada pelas sucessivas alterações das regras que se verificaram ao longo dos anos. Esse atleta que se acocorava sobre os patins ou respectivos tacos (travões) e se movia entre os postes da baliza, como um “felino”  em permanente tensão, perdeu a sua simetria. Essa figura ágil e valente, equipada com caneleiras que se amoldavam ligeiramente às pernas e luvas de tamanhos aceitáveis, e impedida de defender com qualquer dos joelhos ou mãos apoiadas no solo, mas que contudo “atacava” os mísseis que lhe eram atirados, desviando-os com os seus admiráveis reflexos, foi desfigurado, apresenta-se hoje como um deficiente, a arrastar um joelho pelo chão.

Olhar felino, de Trullols

Os “engenheiros das regras” acabaram por aparecer, como de costume, sabe-se lá de onde, e transformaram os “gatos” das balizas em autênticos veraneantes de praia, que se espojam pelo areal, protegidos por verdadeiras tábuas a fingir de caneleiras e de luvas quase do tamanho da tampa duma sanita. E é vê-los, a deitarem-se, (melhor, a “defenderem-se”), mesmo antes de a bola partir do setique do adversário, caindo com as pernas para o ar, num acto de acrobacia circense, totalmente caricato. Estas mudanças só serviram interesses obscuros e em nada vieram melhorar o espectáculo – aumentaram as balizas porque queriam mais área para os golos entrarem, pois clamavam que golo é espectáculo, para logo de seguida autorizarem os guarda-redes a usar duas pranchas de surf e a tal tampa de sanita que mencionei, diminuindo assim a área original.

A nova moda...

É urgente reflectir sobre a possibilidade de voltarmos às regras anteriores e forçar os guarda-redes a defenderem sobre rodas, pois trata-se de hóquei em patins. Poderia inventar algo sobre esta figura híbrida que hoje passa a vida deitado entre os postes, mas não o farei, pois tenho esperança que o bom senso prevaleça, que reconheçam que estão a descaracterizar a essência dum desporto que se pretende diferente e não cópia do hóquei em gelo ou de qualquer outro. Esses anónimos “engenheiros das regras”, que deixem de olhar para o umbigo dos outros e olhem para os seus e,  se não conseguirem fazê-lo porque a barriga não deixa, então que mudem de profissão ou façam um viagem até ao Triângulo das Bermudas.

 (Conheci um dirigente de cúpula dum país com historial no hóquei em patins, que tinha um filho entroncado e poderoso, com o seu 1,90m de altura,  um tanto tosco a patinar, que conseguiu, com persistência e com a posição que ocupava, que as regras fossem alteradas de modo a permitir levantar o setique acima do ombro. Desse modo, o filhote podia entreter-se a atirar uns petardos ao jeito de quem está a jogar golfe e o pai extremoso delirava com os uáus que o povo soltava com o estrondo da bola a embater na tabela, porque na baliza pouco acertava. Que interessava a esse senhor, dirigente de cúpula, cego de amor paternal, que esse gesto de levar o setique acima da cabeça, fazia diminuir a precisão da seticada, que continua deveras baixa? NADA, absolutamente nada e o resultado foi que o tosco já não joga e nós herdámos uma espécie de golfadas!)

Durante a minha prática desportiva, quer como jogador quer como treinador, nutri sempre grande admiração e respeito por essa figura que lá atrás, muitas vezes entregue a si próprio, acaba por ser determinante em muitas partidas, sem ser os tais 50% que se propagam num exagero injustificado. Será no máximo 1/5 da equipa e há que lembrar que os melhores guarda-redes do mundo, tais como Emídio Pinto, António Matos, Zabalía, Soteras, Largo, Alberto Moreira, Vítor Domingos, António Ramalhete, Carlos Trullols, e outros modernos, tinham à sua frente, como colegas, uma plêiade de jogadores notáveis.

Preparação dos Guarda-redes.

(Co-Autores: Alberto Moreira e Francisco Velasco, Campeões do Mundo, da Europa e Latinos)

Introdução

Guarda-Redes acrobata

Não cabe a um treinador escolher, de um grupo de atletas, aquele que irá fazer carreira como guarda-redes (GR). Essa será sempre uma decisão pessoal em qualquer dos escalões etários de formação. Normalmente, uma criança ou um adolescente que goste bastante de hóquei em patins, ao reconhecer que não domina as técnicas de patinagem, como os outros, experimenta esse lugar por iniciativa própria, tal o seu desejo de não ficar de fora da equipa ou do seu grupo de amigos.

A formação e preparação dos GR’s deve obedecer a certos princípios. Há que considerar as características do atleta, o grupo etário em que se enquadra, a sua condição psíquica e compleição física, em confronto com os demais companheiros. Analisados esses factores, estabelece-se um plano de trabalho, a curto ou médio prazo, decidindo-se por uma programação de treinos que contemple o estágio em que cada um se encontra. A seguir, descrevem-se alguns exercícios de técnica e de táctica:

Grupos etários – jovens: Escolas, até juniores

Em relação a estes atletas, o treino deverá der composto de exercícios básicos, tais como: colocação, trabalho de pés e mãos, posição de setique, devolução da bola ou paragem dela, tendo sempre o cuidado em deixar as potencialidades de cada um desenvolverem-se livremente em busca dum “estilo próprio”. Contudo, há que observá-los com atenção a fim de se eliminarem erros evidentes e permitir que as suas qualidades se apurem de um modo progressivo.

Os treinos serão divididos da seguinte maneira:

a – preparação individual

Aquecimento muscular que deverá ser constituído por exercícios na posição de “jogo”, com movimentos nos quatro sentidos: para a frente, para trás, para a direita e para a esquerda; extensão da perna direita em “defesa” e rápida recolha para a posição inicial, repetindo-se o exercício para a perna esquerda; defesa lateral com as duas pernas juntas, para a direita e para a esquerda; extensão da perna direita no sentido do canto superior direito e vice-versa; extensão das duas pernas para a frente, em “defesa”, e imediata recolha das mesmas com a ajuda das mãos ou mão, imaginando uma situação em pode acontecer uma recarga.

Posição do setique: – Este deve ser seguro paralelo à posição do GR, o mais possível junto ao piso, (situação normal), posição fundamental na paragem dos remates rasteiros.

Posição de corte: – Funciona com o setique a “varrer” a área a cortar a fim de, não só interceptar a bola, como dificultar a acção do adversário que apareceu “em cima do GR”. Este deve lembrar-se sempre que ao tentar interceptar a bola, não deve inviabilizar, por sua má movimentação e colocação, qualquer defesa que seja obrigado a fazer, por sua má movimentação e colocação.

Trabalho de mãos: – O uso destas pelo GR é muito importante e essencial na paragem e desvio de remates e a sua utilização deve ser sempre estimulada. Criar-se-ão para o efeito, vários tipos de exercícios: remates a longa, média e curta distância; arremesso contínuo de bolas para várias posições que busquem o apuramento de reflexos rápidos e defesas correctas. A mão livre, sempre que o adversário se torne uma ameaça, deve permanecer na posição de “palma da mão para a frente”, com o braço e respectiva mão numa posição intermédia, que permita agir rapidamente na área exposta. A mão que segura o setique deve ser exercitada da mesma maneira, porém as defesas serão efectuadas com as “costas da mão”, antebraço e braço que, como é óbvio, terão de estar adequadamente protegidos.

Tronco: – Nas seticadas súbitas e frontais, o tronco do GR é utilizado como barreira ao trajecto da bola. Nessas alturas, o GR nunca deverá procurar uma posição em que possa defender com os pés ou as mãos. Usará o tronco, que tem de estar muito bem protegido, com peitilhos acolchoados e protecção para os ombros. Com inteira confiança no material de protecção, o GR, nas marcações de canto e outras penalidades laterais, deve manter-se parado se a bola vier na sua direcção.

Cabeça: – A cabeça deve estar protegida com máscaras adequadas que deverão ser leves mas resistentes e apropriadas à configuração do rosto e do crânio. A visibilidade terá de ser perfeita, permitindo uma visão sem interferências em todos os sentidos. No que diz respeito às máscaras com viseira transparente, hoje vulgarizada pela maior protecção que oferece, o fenómeno da condensação tem de ser levado em linha de conta, especialmente em climas frios. O calor do corpo e do rosto provocará o embaciamento desse tipo de máscara.

Todavia, a resistência desses capacetes com viseira, permitem que possam ser utilizados, “in extremis”, para desviar bolas súbitas, que venham à sua altura, daí que exercícios devem ser feitos desde os escalões inferiores aos mais elevados.

Treinei GR’s seniores, atirando-lhes bolas para que as devolvessem com a viseira e o respectivo capacete, primeiro lançando-as de vagar de modo a perderem o “medo”, para depois incrementar a velocidade das mesmas, até vê-los, sessões depois, a mergulharem para “cabecearem” as bolas de volta.

Os preparadores físicos e treinadores, devem atentar que os glóbulos oculares também podem e devem ser treinados, com exercícios em que o GR, com a cabeça imóvel, segue um dedo que se movimenta a um palmo da sua cara, perseguindo-o com o olhar. Dois GR’s podem divertir-se a fazerem isso um ao outro, nas pausas que se verificam nas sessões.

b – Preparação do conjunto

O guarda-redes ocupa uma posição diferenciada da dos demais jogadores e com funções e actuações distintas. Com estas aparentemente individuais, não pode dissociar-se da preparação táctica da equipa e deve ser integrado nela como qualquer avançado. Isso permitir-lhe-á uma melhor antecipação dos acontecimentos e a possibilidade de fornecer novos dados resultantes da sua própria perspectiva que possam contribuir para uma melhoria das acções tácticas da equipa.

O grupo não pode esquecer que o GR é o último obstáculo aos objectivos do adversário e que uma falha sua… resulta normalmente num golo! Por vezes, mesmo os melhores deles sofrem “frangos”, daí que tanto o GR, tal como os colegas, devem ser mentalizados para reagirem casualmente a esse incidente, sem expressões críticas de desânimo. Os jogadores da frente têm de reconhecer que antes de sofrerem um golo, provavelmente, um ou outro deles actuou com menos eficácia. O GR vai seguramente reagir e continuar a instilar confiança à equipa, com a sua orientação e alertas para os adversários que entram nas zonas perigosas.

Grupos etárioa: – adultos: juniores e seniores

Tudo quanto foi escrito, referente ao treino e formação dos GR’s jovens, aplicar-se-á aos atletas adultos, como fase de aquecimento, pois parte-se do pressuposto que estes já estão “feitos” e há vários anos que competem nesse lugar. A partir de certa altura, outro tipo de preparação deve ser ministrado ao GR, que lhe permita desenvolver mais a sua capacidade atlética e técnica e condicionar melhor os seus reflexos às várias opções de acção, quer estas sejam de carácter posicional, individual ou conjugada com a equipa. Para máximo rendimento, o GR deverá ter consciência das suas virtudes e utilizar estas para colmatar os defeitos que possua.

Os aspectos tácticos deverão ser analisados ao pormenor, devendo o GR estudar as alternativas que lhe restam, discutindo-as com o seu treinador. Não podem ficar questões em “aberto”. As soluções têm de ser encontradas em função do estilo, das características e da capacidade de cada um.

a – Preparação individual.

Exercícios, (técnica e atlética):

– O GR coloca-se num dos postes da baliza. Efectuam-se remates de meia distância para o lado contrário que ele procurará defender de qualquer modo, pois são defesas de recurso em condições que exigem reflexos rápidos, coordenação de movimentos e capacidade atlética.

– O mesmo exercício em situação contrária.

– O GR coloca-se junto dos postes, mas agora virado para a tabela.

– O mesmo exercício em situação contrária.

– Remates frontais e laterais, com um jogador a movimentar-se dentro da área, pronto a efectuar recargas, sem preparação. O GR tentará deter os remates feitos a média distância, tentando aliviar a bola para zonas fora do alcance do avançado que pretende recarregar.

Estes exercícios constituem um indicador dos defeitos e virtudes e, nesta fase de apuro técnico e atlético, não é aconselhável alterar as características do GR mas sim optimizar os resultados do mesmo. O acompanhamento cuidado do treinador e uma conversa franca com o GR , estimulando-o para que apure mais as sauas capacidades específicas, estudando os seus erros e corrigindo-os de sessão para sessão, é sempre uma intervenção oportuna que pode levar o atleta a “encontrar-se”. O lugar de GR não é fácil, antes pelo contrário, é a posição que exige mais cometimento, resistência à dor e uma grande dose de audácia e sangue frio. Uma atitude da parte dele, de autocrítica e humildade, conferir-lhe-á confiança nos seus recursos. Nada se alcançará sem dedicação, persistência e trabalho contínuo e, o que é fundamental, uma análise profunda dos aspectos positivos e negativos ocorridos nas sessões anteriores.

Conseguido este objectivo, entrar-se-á numa fase mais adulta e racional, a fase “pensante” em que se investiga tudo, desde o treino simples ao trabalho de conjunto e em que a baliza passa a ser uma superfície geométrica rectangular cuja área sujeita a golo será uma função do espaço ocupado pelo GR na sua zona de manobra.

Sua colocação...

– Se o GR, representado por uma linha e setas, (fig. 1), se posiciona em “B” relativo ao atacante em “A”, cria-se um ângulo de golo “EÂD”, a cinzento, formado pelas linhas a tracejado. Obviamente, para impedir a entrada da bola, o GR deverá avançar ligeiramente em direcção do atacante e colocar-se na posição “C”, o que anula o ângulo de golo. O GR deverá sempre agir deste modo, avançando a distância que, em seu discernimento, é a mais segura de acordo com as suas capacidades de acção e recuperação.

Apura-se a capacidade para uma boa colocação, com o seguinte exercício, (fig. 2), que considera um semi-círculo com o seu diâmetro coincidente com a largura da baliza.

Semi-círculo de treino.

– Com os atacantes a moverem-se transversalmente, a meia distância e para lá da linha de grande penalidade, o GR deverá percorrer esta linha, procurando, com as suas posições sucessivas, eliminar ou diminuir os ângulos de golo.

– O mesmo exercício em sentido contrário.

Treino de posicionamento

– Com o atacante “A” a partir duma posição frontal, em direcção a um canto da área, rematando sempre que possível (fig. 3).

– O mesmo exercício em sentido contrário.

– Com o atacante “A” a fazer paragens periódicas e rotação seguida de remate.

– O mesmo exercício em sentido contrário.

– Com o atacante “A” a fazer paragens periódicas e rotação seguida de remate e outro atacante “B”, à ilharga do GR, pronto para recargas sem preparação.

– O mesmo exercício em sentido contrário.

b – Preparação colectiva

Exercícios (táctica):

– O GR, sempre que tenha colegas à sua frente, deve considerar vários factores que condicionam os remates. Assim, uma “defesa fechada” provoca dificuldades aos adversários, impedindo-os de entrar na área de grande penalidade e mesmo nas zonas vizinhas. Surgirão inevitavelmente remates a meia distância que exigem um campo de visão desobstruído e o GR nunca deve perder de vista a bola. A fim de poder antecipar a sua vinda.

No caso de três adversários contra dois defesas, a movimentação dos adversários procura quase sempre a deslocação dos dois defesas de modo a criar um espaço livre para o terceiro tentar o golo. Daí, o GR deve sugerir aos seus colegas de equipa que “empurrem” os oponentes para as tabelas, lateralizando os seus remates que se tornam fáceis de deter.

Lateralização dos atacantes

– Os defesas “4” e “5” barram a passagem dos atacantes “1” e “2”, (fig. 4), induzindo-os a passar a bola ao atacante “3” que se encontra numa zona (a cinzento) de ângulo de remate nulo. Dependendo da velocidade da jogada, o defesa “4” empenhar-se-á em impedir que o atacante “3”, de posse da bola, ultrapasse a linha “AB”. Se a jogada volta ao início os defesas regressam também às posições iniciais. Estas mesmas acções, na posição inversa, isto é, do outro lado do campo, poderá causar resultados totalmente diferentes, dadas as características dos que defendem, se são dextros ou canhotos. Por conseguinte, haverá que estudar e encontrar a resposta adequada em termos de posicionamento dos atletas.

– Aplica-se o mesmo princípio no caso de dois adversários para um defesa, devendo este actuar de modo a lateralizar o atacante com bola que passará a ser da responsabilidade do GR. De imediato, o defesa deverá manter-se sempre na linha de passe de modo a poder interceptar qualquer bola que seja enviada para um colega do atacante, que entretanto se aproximou.

Ataques frontais.

– No caso em que o GR tem de enfrentar um só atacante, ver “situações repetitivas”, “0x1”, as possibilidades de defesa são elevadas, se bem que críticas e, quanto mais próximo o atacante estiver do GR, “fig. 5”, mais dificuldade terá de levantar a bola e metê-la por cima dos ombros do GR. Assim, os remates desferidos do ponto “A”, à entrada da área, são mais difíceis de defender do que do ponto “B”.

Defesas de remates:

Obviamente, defender e evitar o golo é a preocupação principal do GR. No entanto, este deve fazê-lo sempre com consciência e de acordo com as circunstâncias do ataque, optando pela paragem da bola e rechaçamento dela para posições mais convenientes, quer estas sejam a curta, média ou longa distância.

Paragem da bola: – O GR deverá, sempre que possível, deter a bola, fazendo-a cair numa área em que possa dominá-la facilmente, a fim de poder entregá-la ao colega de equipa que se encontre em melhor posição. É uma opção que o GR deve aplicar quando a sua equipa está a ser pressionada com remates contínuos ou quando o ascendente táctico da equipa adversária é notório. Com esta acção o GR poderá provocar não só uma paragem no ritmo do jogo como também evitar que, ao rechaçar a bola de qualquer maneira, ela venha a cair novamente na posse do adversário que assim continuará a sua pressão.

Zonas de segurança e perigo

No exemplo da (fig. 6), em função da seticada desferida pelo atacante “1” e das posições relativas dos demais jogadores vê-se claramente as zonas de segurança, a cinzento-claro, para onde se deve rechaçar a bola e a zona perigosa, a cinzento-escuro, a evitar, pois é uma zona ao alcance dos atacantes “2” e “3”. Este exemplo é apenas uma das várias situações conjecturais entre defesas e atacantes, zonas perigosas e de segurança. Outros esquemas podem ser desenvolvidos, baseados nos mesmos princípios, que o GR deverá ser discutir com o treinador e os seus colegas, assentando definitivamente acções comuns para as soluções achadas.

Estas soluções, apesar da ideia arreigada na mente de alguns de que o GR deve defender para o lado, sempre, ou para a frente e com força, sempre, são a prova que não há processos imutáveis mas que estes dependem e são função das circunstâncias do jogo e, especialmente, do posicionamento dos atletas dentro do campo.

Rechaçar a bola com colocação da mesma:

Vimos atrás que há zonas diferenciadas para onde colocar a bola. O GR tem normalmente mais três opções, o que não invalida a simples lateralização da mesma nos casos em que isso é necessário. São elas o rechaçamento para curta, média e longa distância.

Curta distância: O GR defende, amortecendo a bola, e passa-a para o colega mais próximo e desmarcado. Utilizará os meios mais seguros, ou sejam, a parte do lado interior da bota e patim, o setique e, finalmente, no caso de bolas altas, a mão enluvada.

Meia distância: Depois de defender e amortecer a bola, o GR atirará a mesma para o colega desmarcado, a meia distância, utilizando o setique ou, então, executando um pontapé. Obviamente, estas acções têm de ser exercitadas até se tornarem eficientes e seguras.

Longa distância: Esta defesa e o passe que se segue, concretizam-se com um pontapé enérgico, atirado com força pelo GR, na direcção dum colega desmarcado e postado a longa distância, que deverá ter em conta a trajectória que a bola leva e a distância a percorrer, não vá a mesma ser interceptada pelo adversário.

Defesa consciente...

No exemplo da (fig. 7), no remate do jogador “1”, a bola é defendida e pontapeada para o defensor “5” que, antecipando a acção, “saiu” para ir recebê-la e iniciar um contra-ataque. Não será demais realçar que estas acções do GR terão de ser treinadas intensamente se quisermos obter um elevado grau de eficiência.

Em tempo: Como complemento importante do conteúdo desta página, sugiro que se atente à valiosa informação científica apurada nos seguintes estudos:

O Guarda-redes de Hóquei em Patins, da FPP

Perfil do Guarda-redes de Hóquei em Patins, elaborado pelo prof. Rui Pedro Oliveira Amorim, da Universidade de Coimbra (2008)


30 Responses to O Guarda-Redes

  1. Miguel Cruz says:

    Olá. Gostei muito do seu artigo, no entanto acabou por escolher mal a foto do GR da \nova moda\, porque afinal de contas, deve ter sido o GR de topo que melhor juntou os dois estilos.
    É engraçado, vendo agora filmagens do seu tempo, eu diria que os GR’s de então, eram muito fracos, avaliar pelos frequentes golos de meio campo que sofriam de bolas rasteiras.
    Abraço

  2. Velasco says:

    Olá. Obrigado pelo seu comentário que merece um esclarecimento. Há tempos que tinha guardado estas duas fotografias, uma dum poster e outra retirada duma revista, a fim de poder estudar e medir as áreas que os guarda-redes deixam expostas, quando vistos frontalmente. Reconheci o Trullols mas o outro ainda hoje não sei quem é. Diz que é de topo e eu aceito isso de mão beijada pois estava longe de mim o intuito de menosprezar o atleta em causa. Com a legenda pretendi exclusivamente especificar o novo estilo que convenhamos, é «o que está na moda».
    Quando às imagens que viu do meu tempo e sua descrição dos guarda-redes fracos a sofrerem bolas rasteiras atiradas do meio campo, isso deve ter sido nalgum filme do Charlie Chaplin. Adorava vê-las se é que pode disponibilizar essas imagens. Prometo que as coloco neste Site.

  3. Miguel Cruz says:

    Boa tarde Estimado Francisco Velasco. Longe de mim querer vir para o seu site dar “bitaites”, só fiz um pequeno comentário acerca do que li.
    Relativamente ás filmagens, e ao seu comentário acercas dos filmes do Charlie Chaplin, sinceramente não queria ir por aí, até porque vi muito poucos filmes dele.
    Mas já agora, deixe-me lançar-lhe eu um desafio, até para melhorar ainda mais o seu excelente site, porque não colocar o Francisco videos do seu tempo, porque só vejo fotos, não haverá videos? Concerteza que tem disponibilidade (coisa que eu não tenho) e saberá melhor do que ninguem o que procurar.

    Cumprimentos

    José Carlos

  4. Velasco says:

    Caros… não sei se Miguel Cruz ou José Carlos?
    Adorei tanto o comentário, quer ele tenha vindo do José, quer do Miguel, que transferi-o para a categoria da CARTOLA. Se não viram os filmes do Charles Chaplin, não sabem o que perderam, são clássicos hilariantes que valem ouro. O que ele criou, os que vieram depois só puderam copiar.
    Mas voltando ao assunto, nas provas em que participei, o Campeonato do Mundo de 1958, no Porto, foi coberto pela nossa TV. O Campeonato da Europa de 1959, foi difundido pela Euro-Visão. O Mundial de Madrid de 1960, estava lá a TV Espanhola. O trabalho destas últimas são difíceis de obter. Resta a TV local, que passou anos a mostrar imagens, editando continuamente os filmes, (ainda não estávamos na era dos vídeos) a pontos de rarearem hoje nos seus arquivos. Por sinal, possuo uma cópia, onde somos vistos a chegar ao meio campo, parar e atirar bolas rasteiras porque os guarda-redes adversários eram muito fracos…. e sofriam frequentes golos, como ambos viram numas filmagens do meu tempo… (brinco!)
    Se me for permitido, claro que colocarei essa cópia no meu Site. Dois abraços, um para cada!.

  5. Ze Carlos says:

    Caros correspondentes,
    Desde os meus tempos a partir de finais dos anos sessenta ate ao fim da decada de setenta assisti a centenas de jogos de alto gabarito em Mocambique e Portugal e devo dizer que o golo de bola rasteira nao me parece ter sido o mais marcado, a impressao que tenho me parece ser que o golo mais eficaz sera’ rente ao poste da baliza e cerca de 20 cm do chao ou marcado perto dos cantos da baliza.
    Mas nao aposto que esteja 100% certo, e’ simplesmante uma impressao que esta’ retida na memoria.
    Obrigado pela oportunidade,
    Ze’ Carlos.

  6. Velasco says:

    Caro Zé Carlos Ferro
    Tens absoluta razão. No que me dizia respeito, para evitar a perna estendida do guarda-redes ou o setique que varre o chão, visava sempre 30 a 40 cm rente aos postes do lado oposto em que aparecia. A alternativa era atirar para os ângulos da balisa, sobre os ombros do guarda-redes e era importante registar em que mão este segurava o setique.
    Não agradeça. Um abraço.

  7. Pinto Mendes says:

    Senhor Velasco:
    Como se apercebeu, essa dos guarda-redes fracos, é de quem nunca teve a ventura de assistir a um jogo a sério, com jogadores a sério, desse tempo.
    Esses temerários, duma agilidade e rapidez felinas, que defendiam as balizas, frequentemente, sem nada enfiado na cabeça, usando apenas luvas, caneleiras e uma protecção testicular, proporcionaram-nos exibições fenomenais e inesquecíveis.
    Alguns foram parar aos hospitais com boladas na cara ou na cabeça.
    Os outros jogadores também estavam sujeitos a essas contingências; mas, numa percentagem ínfima. Falo por mim, que, num treino, quase que fui desta para melhor com uma bolada numa das têmporas.
    Marcar um golo rente ao chão a um guarda-redes da actualidade, é tarefa árdua; pois, além daquela tralha toda e enorme que levam para dentro do rinque, estendem-se ou põem-se de gatas, por assim dizer, para defenderem os remates.
    Também, não deixa de ser certo, que o tamanho das balizas aumentou.
    Parabéns por este trabalho histórico duma modalidade que foi, num passado ainda não muito distante, tão querida dos portugueses, que vibravam intensamente com os êxitos das selecções nacionais.
    Ainda por cima escrito e descrito em português correcto!
    Façanha esta, digna de realce, e que não está ao alcance de muitos…
    É, portanto, um duplo campeão.
    Com estima e amizade
    Pinto Mendes

    Nota: a bola de hóquei em patins, não sei se será do conhecimento de muita gente, é constituída por uma bola de aço ou de ferro maciços, revestidas de borracha ou de uma substância sintética com propriedades semelhantes.

  8. Velasco says:

    Caro Pinto Mendes
    Tardou esta minha resposta pois a sua intervenção é merecedora dum aproveitamento de minha parte que deixe esclarecidas umas críticas por mim feitas no que se refere às duas modalidades mais mal praticadas deste planeta, Futebol e Hóquei em Patins. Longe de mim colar-me aos “Velhos do Restelo”, mas por vezes apetece-me ser mordaz em relação ao que hoje acontece nos rinques e isso está bem visível nos artigos que tenho escrito neste Site.
    Fui sempre um defensor da modernidade, de alterações ponderadas das regras, de inteligência e lógica aplicada ao desporto. Tive em conta a necessidade dos media e dos seus agentes na promoção do desporto, dos efeitos benéficos ou por vezes perversos que causam. O Hóquei em Patins cultivou-se numa Região Demarcada, tal como o Vinho do Porto e reconheço que se tornou hoje uma mistela pois o “homo ignoramus” (não sei se isto é latim…), interveio e descaracterizou o produto. Não era Enólogo, não sabia fazer misturas e vai daí desatou a copiar o que os outros faziam. Não que seja mau realizar estudos comparativos com outras modalidades, mas desfigurar o que os seus predecessores plantaram ao longo de um século foi o cúmulo. Temos agora o Hóquei em Gelo sobre Patins de Rodas. Infelizmente, os gritos histéricos dos comentaristas que gritam que isto é ´”hóquei moderno”… “tudo Fabuloso em termos tácticos”… mas passam o tempo de jogo a falar de regras, 5″… 45″… 10″… “power play”, “c’a grande golo!, “precisamos de tecnologias modernas”… de “quadros digitais a mostrar o tempo”… Estes criadores de sucesso, nem sequer reparam que os globos oculares de um jogador, não podem, independentemente, fixar-se um na bola e o outro no relógio de segundos, num estrabismo impossível. Pior do que isso, não há dinheiro para tal.
    Finalizando, já escrevi que os Guarda-redes foram transformados em veraneantes, deitados na praia. Nunca pensei que desse à costa uma Baleia, a espojar-se no areal! Refiro-me ao que se passou no jogo contra os USA. Mas todos nós sabemos que estes arranjam atletas de basquetebol com 2,50m de altura, não foi de admirar que arranjassem um GR com 400 quilos. Como as modas vem amiúde de lá, não é de admirar que um “xico-esperto” lusitano as introduza por cá, recrutando os nossos campeões da obesidade para taparem (?) a balisa.
    Um abraço

  9. Fernando Rodrigues says:

    Caríssimo sr. Velasco :

    Queira-me deixar partilhar este belíssimo artigo do seu Blog !…
    Preza-me dizer-lhe estar totalmente de acordo no seu conteúdo, embora também seja apologista de alguma modernidade, com conta peso e medida .
    Se fizermos um pouco de análise ou olharmos um pouco para outras modalidades, julgo que a única a sofrer redondas alterações constantemente, foi o nosso querido “Hóquei Em Patins”, mas, verdade seja dita norma geral para PIOR.
    Por isso, fomos arredados dos títulos !
    Fui praticante durante quase trinta anos, ou melhor numa geração de ouro (Ramalhete, Rendeiro, Sobrinho, Chana, Livramento …, Garrancho, Casimiro, Cristiano, Picas, Piruças, Fernando e Manuel Pereira, Carvalho, José e Vitor Rosado, Salema, entre tantos outros para enumerar aqui .
    Felizmente, tive uma boa escola de hóquei e a felicidade de privar com esta gente ENORME .
    Quando agora vejo, estes novos curiosos do nosso hóquei, dizerem em relação à posição dos Guarda Redes, que é assim que se defende, porque é MODA, dá-me uma vontade enorme de lhes chamar simplesmente “IGNORANTES” !!!
    Ainda por cima alguns nem admitem serem diferentes, ou seja criarem um estilo próprio português, por exemplo ;
    – Aliando o estilo ao qual chamam antigo, com o tal moderno ou na Moda ???
    Resolveram fazer o tal COPY and PASTE dos nossos amigos Espanhóis, sejamos também originais e inovadores .
    Estive alguns anos afastado do mundo do hóquei, tendo voltado derivado aos Veteranos ainda em acção do qual faço parte .
    Devido a tal, inseri o gosto numa criança na modalidade e por conseguinte, escolheu esta valorosa posição de GUARDA REDES !
    – Acredita V. Exª., ser credível uns sábiozitos, terem feito chantagem com o miúdo, ao ponto de lhe dizerem só jogas se jogares de joelhos ???
    – Estás proibido de jogar de cócoras ??? Só mesmo gente de baixo intimo e mente básica .
    Ninguém pode ser diferente neste desporto, é tudo mecanizado !
    Até me dói a Alma, porque é o próprio atleta já a preferir jogar como no nosso tempo de ouro .
    – E, porque será ??? Ainda ninguém me conseguiu provar o contrário, aliás nem se dignam discutir ou argumentar o contrário, por falta de argumentos ou sabedoria para tal .
    Enfim, caminhamos para o afundamento das nossas vitórias .
    Um bem haja aos verdadeiros amantes da modalidade .

    FR

  10. Velasco says:

    Caro Fernando Rodrigues

    Ainda ontem enviei um escrito a propósito de um problema que afligia um pai, cujo filho faz parte do escalão Escolar, 9/10 anos. As observações que o Fernando fez demonstram bem o estado de estupidez em que os responsáveis pela formação de hoquistas chegaram, sendo no seu caso, relativa a uma criança que escolheu ser Guarda-redes. Neste meu Site, na categoria Da Cartola, página Hóquei por Decreto, deixei um alerta sobre essa posição, sugerindo que voltassem a pôr os guarda-redes a actuar como dantes, recuperando a sua típica simetria.

    Estou consciente que os tempos são outros, muita coisa mudou no hóquei, novas regras, alterações constantes, algumas absurdas, originando um novo paradigma. Mas este paradigma, só veio transformar o Vinho do Porto de uma região demarcada, o nosso Hóquei em Patins, num Port Wine importado do USA, uma espécie de hóquei em gelo sobre patins, que só serviu os fabricantes de equipamentos.

    Dito isto, por mais que se mexam nas regras, é todavia fácil verificar que o que valeu no meu tempo, ainda vale hoje, a ver:

    – Capacidade atlética (que se adquire naturalmente com a prática dos pontos que se seguem)
    – patinagem,
    – manuseio da bola com o aléu,
    – precisão de seticada e passes
    – um “stock ” de simulações variadas
    – defesa das balisas pelos guarda-redes.

    Não há regra que obrigue um guarda-redes a defender do modo como todos eles actuam hoje. O treinador que force um garoto nesse hábito rastejante é um imbecil, um copista cego, um medroso de destoar de outros copistas que por aí andam. É o mimetismo generalizado! Desculpe-me as palavras duras.

    As técnicas peculiares da modalidade não podem ser ensinadas aos garotos nem tão pouco aos adultos. Estes terão de as descobrir por si próprios. Um treinador, mesmo que tenha sido praticante, só poderá aconselhar correcções óbvias, na verdade, pouca coisa. Dos 9 anos aos 18/19 vai uma década, em que cada um terá de ser livre para dar conta do seu potencial, aprimorá-lo e alcançar um estilo próprio.

    Obrigar um jovem candidato a guarda-redes a actuar contra-natura, quando as regras não o obrigam a tal, é uma violação do seu direito de expressar-se livremente, é como as tendências históricas que alguns possuíram em transformar um trabalhador num escravo. O resultado trágico é que este habitua-se e será escravo o resto da vida.

    O meu companheiro, Alberto Moreira, também Campeão do Mundo, só nos pedia que lhe atirássemos bolas de todos os ângulos, com a força que desejássemos, que ele lá foi descobrindo não só o posicionamento correcto na baliza e os momentos de saída e de pontapés, como também fez descobertas que o levaram a encomendar caneleiras à medida das suas pernas. Merecidamente, adquiriu um lugar na galeria dos melhores guarda-redes de sempre.

    Resumindo, é preferível não haver treinador do que andar por aí um a fingir que é…

    Por curiosidade, do meu grupo de miúdos de 9 anos, que à partida não podiam prever o futuro, 5 deles sagraram-se Campeões do Mundo, e da Europa e, durante 10 anos, ganharam todos títulos internacionais disputados na altura. Eles eram diferentes, com estilos próprios, mas com uma característica comum: Dominavam, ao alto nível, todas as técnicas e tácticas individuais que ninguém lhes ensinou ou obrigou a executar, o que lhes deu confiança, permitindo-lhes acções audazes e inovadoras.

    – Não tivemos um “sabe tudo” a chagar-nos os ouvidos, a pretender ensinar-nos o que nós, jovens atletas, só podíamos aprender por nós próprios. Não tivemos um fazedor de “robots”, todos iguais, todos a fazer o mesmo, a correr que nem baratas doidas, levados pelo tal novo paradigma, copiado do hóquei em gelo, em que correr para a frente e para trás, em alta velocidade, é que é bom e moderno. É o hóquei que temos, totalmente bastardo… que não permite o aparecimento de “galácticos”, com os seus estilos diferenciados, como aqueles hoquistas que o Fernando listou e que era um prazer observar.

    Bem haja o tal carola do apito que esteve sempre presente, mas que nunca gritou lá para dentro: – “passa a bola!… “setica”… “vem para trás”… “não dribla” !!!

    Fazia sempre uma festa, quer perdêssemos quer ganhássemos. Um homem tranquilo, que respeitou e se fez respeitar, dando-nos a liberdade de sermos criativos e de absorver as “nuances” que vão com a prática de uma modalidade complexa. Uma modalidade que se deseja espectacular, em que decisões e acções individuais e colectivas, têm de ser conscientes, instantâneas mas não estupidamente robotizadas ou teleguiadas de fora.

    Um abraço. Velasco

  11. Fernando Rodrigues says:

    Caríssimo sr. Francisco Velasco :

    Gostaria de lhe agradecer o seu vasto comentário, pleno de visão, nem poderia ser doutro jeito, vindo de tão prestigiado praticante da nossa querida modalidade .

    Seria bom demais, muitos novos iluminados (ou frustados), pudessem ter acesso às suas palavras escritas !

    Podemos ser modernos, dentro de limites de sensatez … deve haver bom senso e admitir eventuais erros nas nossas concepções .

    Acredita V. Exª., que o atleta em causa, apesar de menor é bem mais adulto, comparando com aqueles que o castigam, por teimosia e porque não chamar de burrice ???

    Pseudo-técnicos destes, está o hóquei repleto, infelizmente …

    Não seriam muito mais racionais, se ponderassem os porquês e os contras ???

    Só porque é MODA ? Isto, é de brandar aos céus esta argumentação !

    Se pegarem outras modinhas ainda deixa de ser desporto de HOMENS e passa a ser para outros géneros … sem querer melindrar ninguém .

    Não me vou alongar mais por agora, mas, deixa-me deveras triste os destinos do nosso hóquei a quem está entregue !…

    Um bem haja ao nosso hóquei dos tempos de campeões ,

    FR

  12. Velasco says:

    Caro Fernando Rodrigues

    Não tem de me agradecer pois foi muito interessante esta troca de impressões. Os meus comentários ou certezas resultaram mais do curioso observador (mesmo enquanto jogador) do que do prestígio do praticante. Este, de um modo geral, limita-se a agir de acordo com os modelos dominantes. Não questiona o que o impele, até porque não têm interlocutor para as suas dúvidas nem uma Escola de Hóquei, na verdadeira acepção da palavra, onde a matéria possa ser explicada com rigor e para além das usuais banalidades.

    Queira saber que convivi com “resmas” de treinadores e seleccionadores, como diria o Herman José, e nunca consegui, por mais subtilmente que tentasse, uma análise, uma troca ou uma comparação de conhecimentos. Medo de serem descobertos com a sua pobreza de conteúdos? Eu acho que sim… pois não se discute, nem tão pouco se partilham saberes e experiências, sabendo nós que é o seu conjunto que faz evoluir as coisas.

    Voltando aos guarda-redes, o meu alerta de há anos não resultou, mas pelo que observo na televisão, está a ficar claro para mim que inúmeros golos ocorrem dado o facto de o guarda-redes estar a cair sobre um lado, sempre o da perna enjeitada, ou por já estar deitado! Imagine-se agora uma criança postada naquelas enormes balizas… até dá vontade de soltar uns impropérios…!

    Voltar a pôr os guarda-redes agachados sobre os patins, não é saudosismo, é bom senso. Libertá-los-há, permitindo-lhes outras formas mais eficazes e espectaculares de defender a baliza à sua guarda. Infelizmente, mesmo que a sensatez retorne, será necessária uma década para o aparecimento de novos jogadores nessa posição, pois os de hoje já estão irremediávelmente formatados.

    As regras não obrigam os guarda-redes a defenderem como os “sabidos” andam a impor, devendo estes ser confrontados e levados a aceitar que cabe aos interessados decidir como melhor actuar entre os postes, de acordo com a sua morfologia, inteligência e instinto. Não existem razões técnicas válidas ou de treino que não possam ser ultrapassadas.

    Um abraço.

  13. Fernando Rodrigues says:

    Caro Velasco :

    Permita-me tratá-lo assim, mas, com enorme respeito !…
    Voltando ao assunto, que tanto me entristece. Estive afastado cerca de dezassete anos a partir do dia em que decidi arrumar os ditos patins (com tacões, claro).
    Portanto, nem me apercebi deste enorme atropelo à arte dos Guarda Redes .
    Agora, passado este afastamento da modalidade voltei à prática em Veteranos nos quais, para além de internamente até internacionalmente temos participado .
    Devido a este facto a criança em causa adquiriu um gosto especial pela maravilhosa modalidade, e por conseguinte, resolveu ser Guarda Redes .
    Desde o primeiro dia lhe incuti a posição de “Cócoras”, da qual ele neste momento já não prescinde, ao ponto de preferir deixar de praticar a modalidade (e … só tem dez anos) .
    Ou seja, tenho-lhe demonstrado por A mais B, quais as vantagens de movimentação, posicionamento e deslocação em cima dos Patins e em Tacões !!!
    Ainda há alguns dias num torneio, me disseram, que já não viam um miúdo daquela idade em tal posição à anos luz .
    Era uma maravilha, ele poder adquirir um “estilo” muito próprio !
    Qual o meu espanto, quando uns Crâneos o impedem de jogar, porque, não era um fantoche na baliza, um desiquílibrado, um assimétrico, enfim …
    Era um jogo com os Escolares do Benfica, no qual foram goleados, por sinal ! Sabe porquê sr. Velasco ???
    Porque ele só sofreu um golo, durante os oito minutos obrigatórios em que tiveram de o colocar a jogar .
    Resta-me perguntar onde estão os dirigentes daquele clube ??? Andará aquela instituição aos sabores dos caprichos de certas pessoas menos escrupulosas , arrogantes , vaidosas e convencidas da razão ???
    Pois é verdade, que para voltarem à realidade desportiva desta modalidade, voltarmos a ver executantes e guarda redes de elite, é necessário irradicar certos elementos menos evoluídos ou com mentes cegas …
    Nunca pensei nesta fase da minha vida, estar a viver o hóquei desta forma e com tanta tristeza !
    Deixo-lhe aqui uma sugestão na qual gostaria de estar presente a assistir, porque não V.Exª., dar uma sessão de esclarecimento público a estes malogrados senhores ???
    Talvez, assim aprendam de uma vez por todas, serem apenas uns simples e curiosos praticantes da modalidade .
    Pelo nosso Hóquei em Patins ao mais alto nível, um bem haja .

    FR

  14. Velasco says:

    Caro Fernando Rodrigues
    Folgo em saber que as coisas estão a melhorar para o Diogo, como resultado do novo ambiente em que se inseriu. Como réplica ao agradecimento que o moço me prestou, ousei dar-lhe um conselho pela mesma via, como pode ler nos Comentários, em Da Cartola.
    Quando à sua última intervenção, de 18 de Maio, na página “O Guarda-redes”, farei uma apreciação via seu e-mail, assim que possível.

  15. CARLOS MANUEL ALVES SARAIVA says:

    Amigo Chico
    Em primeiro lugar quero dar-te os parabéns pelos comentários que fazes sobre os guarda redes, como te deves recordar também foi essa a minha posição, durante 27 anos, comecei no Malhanga, H. C. de Sintra, Académica da Amadora, J. Salesiana, Oeiras e Paço de Arcos onde terminei, já com 39 anos, como tal sinto-me capacitado para ter opinião própria sobre este assunto e assim estar completamente de acordo contigo. Aproveito para te recordar que te esqueceste, quando referiste uma série de guarda redes, refiro-me ao Pauleta,infelismente já falecido. Um abraço.

  16. Velasco says:

    Caro Saraiva
    É um estímulo saber que comungas da mesma opinião sobre os guarda-redes, até porque foste um que deu cartas na modalidade, habilitado melhor do que ninguém para emitires o teu parecer. O problema é que enfrentamos uma nova estirpe de treinadores que parecem cópias Xerox no respeitante às posições que os GR devem assumir entre os postes. Passam por cima dos que para eles são meros “velhos do Restelo”… Esperava vê-los a discutir os seus pontos de vista neste meu Site, afinal um trabalho que visa ser uma contribuição para o nosso desporto, argumentando e explicando porque, subitamente, todos os treinadores optaram pela posição inestética e deformada hoje visível na modalidade. Infelizmente nenhum vem defender a sua dama…

    Não me esqueci do Pauleta, ele não é propriamente da minha geração, foi feito à semelhança do Moreira, por este próprio, e só o conheci intimamente quando estava na África do Sul. Referências dele aparecem na categoria “Eu, o treinador”, nas “Épocas 1965 a 1967 – África do Sul” onde existe uma foto da ACP, equipa que treinei durante uns tempos, sendo ele um dos guara-redes.

    Outro problema é que se tiravam poucas fotos. Nem sequer tenho uma da equipa do Oeiras do meu e teu tempo, para poder inseri-la na respectiva página. A propósito, se tiveres alguma, manda-a que será exposta para a posteridade.
    Grande abraço

  17. CARLOS MANUEL ALVES SARAIVA says:

    Chico, quando fiz o comentário sobre os “novos guarda redes” ainda não tinha lido a parte sobre a preparação do guarda redes, elaborada por ti e pelo Moreira e sabes o que te digo? Pensei que se tivesse tido uma preparação assim elaborada, teria sido bem melhor, já agora, sabes como fui para essa posição? Treinava no Malhanga, na Mocidade Portuguesa era o Adrião pai o treinador, claro que queria ser avançado mas um dia faltou um guarda redes o treinador olhou em volta reparou que eu era um “nabo” e disse vai te equipar, lá fui eu com um medo do caraças, no final do treino o treinador veio ter comigo e disse-me a partir de agora essa é atua posição e apresenta-te ao senhor (não me recordo do nome) do Malhangalene e vais para os júniores e assim nasceu mais um guarda redes que poderia ter sido bem melhor se tivesse tido a metodologia de treino adequada, mas quase tudo foi feito com base na minha intuição, mas no tempo em que me treinaste no Oeiras, logo reparei na tua qualidade (esperiência), pois eu já tinha aí uns 34 anos e tu o que fazias? Começava o treino de conjunto eu treinava a primeira parte, cerca de 1/2 hora e no fim madavas-me tomar banho. Mas já chega de recordações. Quanto à foto do Oeiras do nosso tempo também não tenho nenhuma mas estou a tentar arranjar. Agora envio para o teu e’mail umas fotos minhas.
    Um grande abraço

  18. Velasco says:

    Caro Carlos

    Recebi as fotos e dei, mais ou menos, a seguinte resposta:
    Grato pelas fotos, são elucidativas do que é posicionar-se e defender. Os actuais comentadores chamam de “excelentes defesas” e “extraordinárias defesas”, as que um guarda-redes já deitado faz e no qual a bola vai bater. Enfim, os treinadores ficam tristes lamentando-se por perderam a 6 segundos do fim.
    O que eu vi foi uma excelente partida, emotiva e jogada a ritmo elevado. Vi também que perderam o Europeu a 20 segundos do fim, quando houve uma falta a favor de Portugal e o nosso jogador, sem um plano para iniciar uma retenção de bola, levou-a para o campo adversário onde acabou por perdê-la. Este foi o fim… e não a 6 segundos.
    Um abraço. Velasco

  19. amadeu inacio says:

    Caro Sr. Velasco

    Parabéns por este seu blog que só hoje encontrei por acaso.

    Temos dos guarda redes antigos e modernos-
    Conheço o “puto” g. redes em questão, e estou completamente com ele e com o pai e consigo. Vi-o jogar uma única vez, salvo erro em Vale de Lobos e disse: Até que enfim que vejo um guarda redes e não um lavador de soalhos sempre de rojo. O que aconteceu é que depois do Ramalhete e do Trullols passou-se o seguinte: Em Espanha os guarda redes seguiram a escola Trullols e em Portugal não seguiram a escola Ramalhete. O resultado é que em Espanha há muitas dezenas de bons guarda redes e em Portugal ZERO.
    Se as Selecções nacionais de Espanha e Portugal trocarem de guarda redes, Portugal ganharia todos os jogos efectuados com a Espanha.
    Não lhe roubo mais tempo, e espero que continue a defender o nosso hóquei como tem defendido.

    Saudações hoquistas

    Amadeu Inácio

  20. amadeu inacio says:

    Sr. Velasco

    No meu comentário anterior tenho um erro ortográfico. Escrevi Temos dos g redes …..
    e queria escrever Tema dos g. redes…..

    Saudações

    Amadeu Inácio

  21. Velasco says:

    Caro Amadeu Inácio

    Agradeço o seu comentário. Esta questão dos guarda-redes já não tem remédio. Procurei no meu Site explicar as transformações ocorridas na nossa modalidade e tenho sido muito ácido em relação às mesmas. Portugal sempre teve grandes guarda-redes tais como o Moreira no meu tempo e o Ramalhete em geração posterior e que foram expoentes máximos. Não se ganham Mundiais tem termos GR’s desta estirpe. Nunca houve “escola”, no verdadeiro sentido da palavra, foram o talento, criatividade, coragem e total empenhamento de cada um que os levaram a atingir patamares elevados.

    Era o tempo do verdadeiro Hóquei em Patins, idolatrado por dezenas de milhar de espectadores que lotavam a capacidade dos Pavilhões mas que não evoluiu porque foi eliminado por interesses estranhos à modalidade mas favoráveis aos fabricantes de equipamentos, com alterações estúpidas e contínuas, copiando as regras do Hóquei em Gelo e criando um novo paradigma. O problema é que poucos estudaram a modalidade no passado, como seria expectável de modo a promovê-la, dado que era uma modalidade querida pelos numerosos títulos internacionais alcançados.

    Como consequência, os treinadores não evoluíram e apareceram por aí outros que também não percebem nada da história do passado e resolveram criar uma nova modalidade: – Hóquei e Gelo sobre patins de rodas. Simples e lógico, acaba-se com uma e inventa-se outra e todos agora são todos sabichões. Daí que brotaram por aí várias Escolas de GR’s, (boa maneira de ganhar dinheiro), onde todos se copiam uns aos outros nos seus ensinamentos, aparecendo em todas as equipas essas figuras rastejantes e assimétricas que me dá dó ver. Não defendem, defendem-se caindo para o lado, por que até os atiradores raramente olham para a baliza, atirando aquelas “seticadas à golfe” à procura dum chouriçada.

    Não sou um “Velho do Restelo”, não podem acusar-me de não ter sido um apaixonado tanto como jogador, treinador e dirigente. O meu Site fala por si e será a história do que foi. Hoje só vejo belíssimos atletas a moverem-se, como pistões, para a frente e para trás, como uns maluquinhos, sem nada de cerebral nos seus conjuntos. Musculados, são todos idênticos, produzidos em massa e sem qualquer táctica de conjunto.

    Já não gosto de ver os jogos, imagine-se… gravo-os para registar os erros que vou detectando sobre a pista, parte de um exercício estatístico. Fico-me com as lembranças de 40 anos do verdadeiro Hóquei em Patins, lamentando que as novas gerações, não o tendo conhecido, fiquem agora agarradas a uma modalidade diferente que, pelos vistos, definha e morre por todos os lados do planeta. Quando chegamos a uma greve de fome levada a cabo por um hoquista, choro… Nada mudou no reino dos dirigentes e os treinadores assobiam para o lado, o que interessa é parecerem o que não são.

    Obrigado mais uma vez pelo comentário o que me permitiu desabafar mais uma vez. Um abraço e as minhas saudações desportivas.

  22. Fernando Rodrigues says:

    Exmº. Sr. Velasco :

    Permita-me o cumprimente uma vez mais !…
    Voltando um pouco ao tema em causa, gostaria de agradecer as palavras do sr. Amadeu Inácio, pessoa estimada e a qual também conheço pessoalmente .
    Este senhor é um apaixonado pela modalidade ao ponto de fabricar material desportivo para a modalidade, patrocinando também equipas, pela parte que me toca um muito obrigado .
    Curiosamente o “puto” em referência, equipa-se com material da marca deste ilustrissimo fabricante .
    Pois por mera curiosidade, deixo aqui um apontamento pessoal .
    Desde a época passada fui convidado por um colega e amigo pessoal da modalidade, a acompanhá-lo nos treinos de seleções de Sub15 na procura de novos talentos da APL .
    O meu apoio destina-se essencialmente a ocupar os guarda-redes, durante os tempos mortos durante o treino geral .
    Por conseguinte, continuo a insistir na MODA antiga … claro, encontram-se dificuldades de execução por força das circunstâncias na iniciação !…
    Mas, contudo vejo algum acolhimento e boa recepção às diferenças e vantagens .
    Em conversas com os atletas, registo uma grande falta preparação e correção nesta área .
    Naquilo que me for dado oportunidade de ensinamentos e conhecimentos “Antigos”, não desistirei de insistir …
    Pelo bem da modalidade, um bem haja .

    FR

  23. Velasco says:

    Caro Fernando Rodrigues

    Antes tarde do que nunca… aqui estou a responder ao seu comentário. Acho que termos um fabricante de material desportivo em Portugal, é um passo dado na direcção em frente. Essa foi uma lacuna que durou muitos anos. Penso que o sr. Amadeu Inácio ficou esclarecido sobre a minha visão acerca destes problemas de GRs. Vejo agora que o Fernando assumiu uma situação pro-activa na detecção de novos talentos e isso é bom pois alarga horizontes pessoais. No respeitante aos Guarda-redes, acho que o termo “insistir na MODA antiga” devia ser posto de lado e ser substituído por “insistir na POSIÇÃO correcta“. Vai ter muitas dificuldades em desformatar garotos que vem de escalões mais baixos com a habituação já inculcada. Todavia, não é de desistir e permito-me lembrar uma máxima que sempre governou a actuação dos GRs: Atacar com frontalidade as bolas que lhes são atiradas pelo adversário, bem como sugerir que o semi-círculo que fazem de poste a poste, passe a ser feito o mais à frente aconselhável, sempre na posição “correcta”, sobre os patins. Como as balizas são grandes, essa será uma maneira de cobrir ângulos, treinando-os persistentemente a ir para a frente e recuar de imediato, sem perder de vista onde se encontram, quer depois de defender, caindo e levantando-se de imediato, quer quando a bola passa ao lado.

    É uma dica que não perde nada em ensaiar…

    Um abraço e ponha de lado essa coisa de Exmo… faz-me mais velho do que desejo 🙂

    Velasco

  24. Carlos Saraiva says:

    Chico, mais uma vez volto ao contato contigo e o assunto é o mesmo, guarda redes de hóquei em patins, o que é coisa que não há na atualidade. Estou a enviar-te esta mensagem como um desafio, “nós os tais velhos do restelo” vamos formar uma escola de guarda redes, mas dos originais? E digo-te não consigo ver um jogo completo, tu ainda os gravas mas eu nem isso. Será que as pessoas responsáveis de hoje são assim tão velhas que não vêm o mal que estão a fazer ao hóquei? Ou há outros interesses? Será que se não recordam dos pavilhões sempre cheios? A dita escola terá que ser para jovens até aos dez anos. Um abração

  25. Velasco says:

    Amigo Saraiva.

    Desculpa-me este atraso na resposta, mas tive um ano e meio muito nefasto.Em Julho do ano passado a minha patroa deu uma queda em casa e fracturou o fémur. Esteve muito tempo em casa a recuperar sem poder andar com uma chapa e parafusos colocados. Imagina agora que em Dezembro, Sexta Feira 13 do ano 13, (bruxas!), ao devolver o carrinho com que ela se movia em casa, por desnecessário, pois já andava pelo seu próprio pé, dei uma queda nas escadas e fracturei duas vértebras lombares. Ainda estou a recuperar. Como vês, nada pior do que isto suceder na nossa idade. Fui parar à mesma enfermaria e cama do Ortopédico de Carcavelos em que a minha mulher tinha estado antes. Foi um ano catastrófico se consegues imaginar a carga de trabalhos que isto não implicou para ambos.

    Agora, quanto à Escola de Guarda-redes, pelo que vejo elas têm sido o ganha-pão de uns chicos-espertos, que sem imaginação se copiam uns aos outros e já formataram definitivamente os jovens G-redes. É uma geração perdida e requererá uma outra geração para que se liberte, por si própria, destes fazedores de aleijados que rastejam pelo chão. Conheço um garoto, com quem travei umas mensagens, que insistiu em querer jogar sobre tacos, na posição clássica, mesmo perante as ameaças de um imbecil qualquer que o não poria a jogar. Tanto quanto sei, foi o primeiro a rebelar-se e continua a esforçar-se por aquilo que entende ser o melhor para ele. Assim, neste momento da minha vida, será impossível envolver-me num projecto desses, apesar de o achar imprescindível. O público delira com o que vê pois não tem noção de como era dantes. Correr para a frente e para traz em alta velocidade é o novo paradigma. Acho que não há nada a fazer!

    Um abraço e grato pelo comentário.

  26. Carlos Saraiva says:

    Amigo Chico, foi com bastante tristeza que soube das infelicidades que o ano te trouxe, mas como sei o lutador que sempre foste,´terás a força para ultrapassar tudo isso. Beijos à tua mulher e para ti um abração com votos sinceros de uma boa e rápida recoperação.

  27. Velasco says:

    Amigo Saraiva.
    Foi realmente um ano “miserabilis” e ainda continua a ser. Lutar foi sempre um instinto meu mas a idade atrapalha e de que maneira…! No entanto vou enfrentando o nosso Karma, sabendo que quando nascemos começamos a morrer, uns mais cedo, imprevistamente, e outros mais adiante. Estou sensibilizado pelos teus votos que agradeço do fundo do coração e passarei os beijos a minha mulher.
    E tu, Saraiva, recebe um abraço fraternal e meus desejos de felicidades.

  28. Fernando Rodrigues says:

    Amigo Velasco,

    Quero agradecer-lhe uma vez mais o nosso encontro, em função do nosso pequeno lutador na terrivel posição de GR´s !…
    O garoto delirou em conhecê-lo, e espera conseguir aplicar os seus conselhos e ensinamentos …
    Realmente é uma matéria dificil de aplicar, porque poucos dão importância aos entendidos e conhecedores na matéria, com exemplos demonstrados .
    Neste momento, continuo na minha batalha de conseguir voltar a implementar as boas maneiras de um verdadeiro GR´s de Hóquei em Patins .
    A ver vamos, se algum resultado irá dar num futuro próximo, isto porque me foi sugerido apoio no atual clube do garoto na sequência dum novo projeto lançado .
    Claro, encontra-se logo resistências iniciais como era de prever … contudo, parece-me haver alguns atletas a enxergarem as minhas ideias apesar das minhas limitações por força de não ter sido o meu lugar como atleta, mas, noções estão lá !!!
    Se depender de mim e houver apoios, vamos voltar a rever alguma postura da velha guarda, que tantos êxitos nos deu !
    Não me quero alongar mais por agora, para não ser maçador .
    Saudações desportivas,

    P´lo
    Diogo Vieira

    FR

  29. Velasco says:

    Caro Fernando

    Não é maçador, faz força sobre uma causa comum. Devo dizer que acabei agora mesmo o artigo sobre o nosso encontro. Como não tenho produzido páginas ultimamente, estou um tanto atrapalhado com a inserção das fotos que tirou e que precisam de ser diminuids em tamanho e algumas clareadas. Mando-lhe um e-mail assim que publique. Abraço.

  30. Fernando Rodrigues says:

    Caro Velasco

    Aguardo expectante, mais um dos seus beliíssimos artigos …

    Cumprimentos .

    Abraço

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