Agentes Desportivos

Euforia, após a conquista do Campeonato do Mundo, realizado em Madrid, em 1960

Analisar os agentes desportivos, quando alguns já não estão entre nós, é um tema que abordo com grande hesitação, dada a sensibilidade do mesmo. Todavia, emparedado entre os mitos que foram criados e que ainda subsistem e a minha intenção de deixar neste Site tudo o que foram e são factos, resolvi fazê-lo a bem da verdade histórica, pois não podemos alimentar o futuro com base em fundações fantasiosas mas sim em acontecimentos reais, mesmo que negativos e que possam deixar inconfortáveis algumas pessoas. Dar “o seu a seu dono” requer imparcialidade e, como já deixei escrito algures, reconheço que as minhas lembranças poderão estar um tanto inquinadas pelas minhas percepções mas isso não me impedirá de dar notas a todos os agentes com quem convivi, tal com certo político o fazia. Não sou doutor, nem catedrático mas esta será uma maneira de hierarquizar e valorar os respectivos contributos, (ver quadro de valores).

Valoração dos Dirigentes

Mas antes devo deixar aqui o meu reconhecimento sincero a todos esses agentes desportivos, os que fizeram muito, os que fizeram pouco, os que nada fizeram e mesmo aqueles que foram perniciosos. Todos tinham uma coisa em comum, gostavam da modalidade e estavam sempre presentes. O mesmo sucede hoje, a única diferença sendo que no passado eram todos carolas e amadores. As cenouras que fazem correr as pessoas não existiam ou, porventura, estariam em processo de cultivo. Por outro lado, no tempo presente têm aparecido versões que procuram refazer o passado, truncando os feitos levados a cabo por outros e alterando desse modo a verdadeira história dos acontecimentos, em benefício das suas próprias teses. Mas os dados factuais que apresentarei, deverão contribuir para a correcção dessas anomalias. Tal como o azeite, a verdade acaba por vir sempre ao de cima. Felizmente essas versões foram poucas e portanto facilmente desmontáveis.

Os Dirigentes, Treinadores e Seleccionadores

Não farei deles uma apreciação exaustiva apesar de ter a noção exacta das suas funções e posições dentro dos organigramas do desporto, tanto a nível das Federação, das Associações como dos Clubes. Todos nós conhecemo-los, via médias que proliferam e terei de cingir-me àqueles que tiveram algo a ver com o Hóquei em Patins Moçambicano e Nacional, entre os anos de 1949 e 1964, período que corresponde à minha vivência como atleta, por conseguinte, com directo conhecimento das pessoas e factos.

Uma análise da Federação Portuguesa de Patinagem, entre 1955 e 1964, sob o ponto de vista dum atleta da sua Selecção Nacional é deveras simples de fazer. Segundo as minhas recordações, o relacionamento formal e informal, pautou-se sempre com extrema lisura e grande respeito e registo com saudade os nomes desses autênticos cavalheiros com quem interagi, muitos dos quais permaneceram bons amigos

No que respeita às Associações, só conheci a de Lourenço Marques e acreditava que a APLM devia servir de modelo para todas as outras no País que aparentavam ser meras correias de transmissão da Federação. Seguramente, devida à distância, a nossa Associação de Patinagem actuou com total autonomia, não esperando que as coisas caíssem do céu e desenvolveu a modalidade com dirigentes dedicados que passaram muitas horas nocturnas, trabalhando em prol da mesma, pacientemente e com prejuízo das suas vidas pessoais. Qualquer relato neste Site, menos positivo, tem de ser apreciado no seu contexto e não elimina o valioso contributo por eles dado no âmbito das suas funções locais.

A minha maior atenção e preocupação, (que já vêm de longe), tem sido com o nível de organização dos Clubes, célula básica do desporto, que não existe em moldes que promovam avanços nas áreas da modalidade. Reconheço as dificuldades deles, em especial no que diz respeito a recursos financeiros e uma crítica fria sobre o modo como são geridos, não tendo em conta outros factores, seria descabida. No entanto, ao longo deste Site, talvez se possam ver as pontas do enorme iceberg que se move por baixo da linha de água.

Os dirigentes com quem lidei…

– Armando Pedroso de Lima

– António Maria Ferreira Marques de Campos

– Joaquim Correia Saraiva

– Armando Ribeiro

– Fernando de Barros Vieira Ramos

– Fernando Gouveia da Costa

– Artur Ferreira Gonzaga da Silva

– Franklim Samora Pinto

– Tito Moreira Rato

– Gaudêncio Costa

– Nelson Soromenho

– Vitor Lemos

– Engº Fernando Frade

– Engº Eduardo Veríssimo Dias Barbosa

– Capitão Vasconcelos Porto

– Engº Vitor Emanuel Ganda Evaristo

– Engº Luis Maria de Alcântara Santos

– Engº Luís Júdice Folques

– Dr. Sérgio Espadas

– Adão da Conceição Castro

– Dr. Adrião Rodrigues

– José de Assa Castel-Branco

E os que foram marcantes.

Armando Pedroso de Lima

Armando Pedroso de Lima, pela sua liderança do SNECI, em digressão por Portugal, em 1955. Notáveis o seu dom de oratória e o à vontade na presença das mais altas individualidades governativas. Aparte a agenda caótica dos jogos e visitas protocolares, muito desgastantes e ao sabor dos convites de última hora vindos de todos os lados para nos ver actuar, em face da surpresa causada na Metrópole pelo nosso hóquei, compreende-se que outro tipo de programação mais adequada, não pudesse ser elaborada.

Engº Frade, eu e Adrião, num treino, em amena cavaqueira e o Passos Viana a equipar-se.

Engº Fernando Frade, pelo interesse manifestado pela modalidade, ao impulsioná-la no Dondo, na fábrica da Lusalite da qual era seu Director. A sua paixão pelo hóquei levou-o inclusivamente a fazer parte da equipa, que no ano de 1956, foi Campeã Distrital da Beira. De notar que este foi o único campeonato de Seniores ganho por mim em Moçambique. Mais tarde, em 1957, a sua presença junto da Selecção de Lourenço Marques, em digressão por Portugal, de que foi a força motriz, teve um efeito tranquilizador na equipa que muito contribuiu para as vitórias nos Torneios Quadrangulares do Porto e de Lisboa, especialmente neste em que alcançámos resultados expressivos contra o Sport Lisboa e Benfica e a Selecção de Lisboa, vencendo-os por 5 x 1 e 7 x 1, respectivamente, confirmando em definitivo, a supremacia do hóquei Laurentino em confronto com o que havia de melhor na Europa.

Tito Moreira Rato

Tito Moreira Rato, pela presença contínua, torneio atrás de torneio,  junto dos jogadores seleccionados, independente das suas origens. Em mim, ficou gravado a fogo, a amizade e carinho que nutria pelos atletas moçambicanos. Durante anos, muitas foram as chegadas e partidas no aeroporto da Portela e a expressão sorridente deste bom homem, lá estava para nos receber. Fez sempre questão de não nos deixar partir sem confraternizarmos numa das Adegas de Fado locais. Pelo seu cavalheirismo, serenidade e influência discreta junto das Selecções, fica na minha memória como o Decano dos Dirigentes.

Engº Eduardo Barbosa

Engº Eduardo Barbosa, pela sua acção em prol do desporto em geral, a sua obra não pode ser resumida dada a magnitude da mesma. Foi meu Chefe na Divisão de Estudo e Construção de Portos e Presidente do Clube Ferroviário quando ingressei no clube, como jogador/treinador. De relevo, a atenção com que me olhava, por detrás do seu monóculo, quando lhe falava da necessidade de organizarmos um Torneio com equipa de fora que viesse dar um estímulo e objectivo aos nossos atletas. Apesar das objecções iniciais relacionadas com os aspectos financeiros, a minha insistência levou-o a dizer que pensaria no assunto e, pouco tempo depois, fui informado que os então Campeões da Europa, visitar-nos-iam como Selecção da Catalunha. Isso, em boa hora,  pois um Misto e a Selecção de Lourenço Marques, em dois memoráveis jogos, venceram os “nuestros hermanos” por 4-3 e 5-1, respectivamente. Este evento projectou o nosso hóquei a nível mundial.

José Castel-Branco em 1960

José Castel-Branco, pela sua entrega total à Federação Portuguesa de Patinagem, durante grande parte da sua vida, como seu Presidente. Longas horas de trabalho, a todos níveis, fazendo girar as rodas dentadas da burocracia crescente daquela Instituição. Conheci-o no balneário, após a vitória em Madrid, (ver foto acima). Convivi com ele bastante, trocámos impressões sobre a modalidade, o suficiente para aperceber-me da forte determinação que impunha às ideias e projectos a que se dedicava. A sua grande obsessão e objectivo final, foi a inclusão do Hóquei em Patins nos Jogos Olímpicos, onde “iremos nem que seja com uma bola quadrada”! O grande senão, é que aparentava ter dificuldade em ouvir os outros e, se os ouvia, o sonho Olímpico varria-os de imediato da sua mente. Apesar de termos entrado em rota de colisão várias vezes, e em público, estou seguro que o respeito mútuo prevaleceu.

Os Mitos ou a outra face de algumas medalhas…

As histórias que se seguem, pretendem unicamente realçar a importância de uma escolha criteriosa para os cargos desportivos que envolvam a liderança de Equipas ou de Selecções e que não se compadeça com laços familiares, compadrio ou outro tipo de pressões. O que está em causa, acima de tudo, são os Atletas, os Clubes e os Países que representam. Mas não tenhamos ilusões, os exemplos que se assinalam são típicos, não são copyright da minha época e ainda hoje perduram no universo do Hóquei em Patins, em todos os cantos do mundo onde ele é praticado. Talvez seja essa a condição humana mas por aí não vou, pois acabaria por perder-me!

1 – Quando determinado Treinador, um dos tais mitos, na presença de Dirigentes com responsabilidades, dá uma entrevista a um jornal desportivo de grande circulação, criticando o Seleccionador Nacional Emídio Pinto, logo após a vitória obtida no Campeonato do Mundo realizado no Porto em 1958, atacando inclusivamente os atletas dos quais era seu aparente treinador, nenhum dos dirigentes Moçambicanos, sentados à sua volta, interrompeu os seus dislates. Quando li a entrevista, nem quis crer, apossou-se de mim uma reacção de tal repúdio que não resisti em apresentar-me no jornal “A Bola”, onde tive o prazer de conhecer Carlos Pinhão, esse grande e sério jornalista, que me permitiu responder aos ataques sofridos, ataques esses provocados por um dos nossos, imagine-se!

A crise instalada com a minha entrevista, levou a que no nosso regresso, uma Nota de Culpa, visando-me em particular, fosse publicada num jornal de Lourenço Marques, antes mesmo de eu a ter recebido, cheia de acusações que feriram a minha dignidade e que punham em causa o meu bom nome junto da comunidade. Claro, não podia ficar indiferente e decidi mover uma acção contra a APLM. Num aparte, direi que um dos elementos da Direcção era o Chefe da Brigada de Estudos do Porto de Lourenço Marques, onde eu era funcionário. Numa conversa que tivemos, assegurou-me, como homem sério que era, que «conhaque era conhaque e vinho era vinho», que os litígios desportivos entre atletas e a Associação de Patinagem nada tinham a ver com as profissões de cada um.

Foi o que quis ouvir e procurei um advogado que me aconselhasse, o qual, tendo recebido as testemunhas que apresentei e que eram os componentes da Selecção de Lourenço Marques, foi dizendo que tínhamos o caso ganho. Esta era a primeira vez que um diferendo entre Dirigentes e Atletas da APLM iria dirimir-se no tribunal, até às últimas consequências exigia eu, pensando dum modo ingénuo, que talvez pudesse resultar nalgum tipo de jurisprudência. Na altura, aos 24 anos de idade, já me indignava com o facto, dos atletas serem suspensos ou castigados quando prevaricavam ou não cumpriam as suas obrigações e os dirigentes que falhassem nas suas funções, escapavam não só impunes como também permaneciam, naquele jeito de sair pela porta e entrar pela janela, como enguias. Hoje com mais 50 anos em cima, fascina-me ver que nada mudou. Está no ADN da humanidade!

Curiosamente, a Nota de Culpa, era algo avulso, provavelmente delineado à mesa dum café, pois não existia nenhuma acta da deliberação, o que acabei por saber pelo próprio Secretário da instituição, indo informar de imediato o meu advogado. A Direcção da APLM que pretendia reunir-se para fazer a acta à posteriori, foi impedida e o caso tornou-se bicudo. Devo dizer que as relações com o meu Chefe, na Brigada, não se alteraram um iota, o «conhaque» ficou separado do «vinho» e o meu respeito por ele só se fortaleceu, tendo tido a honra de servi-lo anos mais tarde, quando se tornou Ministro dos Portos e Transportes de República Popular de Moçambique. Senti bastante a sua trágica morte aquando do desastre aéreo que também vitimou o Presidente Samora Machel.

Claro, o regime da altura não permitiu que a acção fosse para a frente. Fui chamado a uma instituição desportiva do Governo e saí de lá instado a terminar com as minhas providências, o que só assenti depois de ficar acordado que podia responder à Nota de Culpa já publicada, na mesma página do jornal e com o mesmo relevo. Isso foi feito, não por entrevista, mas por artigo que escrevi onde refutava as acusações, uma a uma, dando os esclarecimentos que se justificavam. Esta polémica causou certa sensação no burgo mas, eventualmente, tudo morreu logo a seguir. A APLM ficou calada apesar do tom meio agreste, meio irónico da minha resposta.

Consequência: Estive suspenso enquanto todo este processo corria, inibido de participar em várias jornadas realizadas pela minha equipa, numa época em que tínhamos fortes possibilidades de ganhar o Campeonato local.

2 – Quando outro mito, Seleccionador de Lourenço Marques, leva a nossa equipa a outra Província irmã, em 1959, para um jogo cuja importância residia no facto de ser o primeiro encontro entre as suas selecções, a APLM, após o regresso, dada a insatisfação instalada no seio da selecção, convocou os atletas para uma reunião que se realizou no Grupo Desportivo de LM, onde o Presidente foi informado pelo seu Secretário Geral que nos acompanhara como Chefe de Embaixada, do facto do seleccionador não ter existido, apesar de ter lá estado. Mais informou que ele não falara com os jogadores nos treinos, no avião, no hotel e nem sequer indicou os cinco que entrariam em campo, ficando ao critério do grupo decidir entre si, quem iniciaria o jogo.

O Presidente da APLM nada fez, em face do relato que ouvira, antes pelo contrário, passou ao lado dele, usando um discurso evasivo, creio eu por estarem em jogo laços familiares. Como o Presidente procurava ouvir os atletas que se mantinham calados, dirigiu-se a mim, que só achei oportuno pronunciar-me quando dois dos elementos presentes se afastaram, levados pela perspicácia do Presidente do CEFD, Capitão Vasconcelos Porto. Intervim então e perguntei-lhe se em face do relato feito pelo Chefe da Embaixada, o Seleccionador não era inquirido por ter falhado nas suas funções ou eventualmente suspenso, à semelhança do que sucedia com os atletas.

Por outro lado, sabendo que a Federação Portuguesa estava a pensar em nomear um Seleccionador Nacional Adjunto, sediado em LM, o que acabou por suceder,  temia que alguém que não dera provas, viesse a ocupar um lugar de tanta responsabilidade que honrava a Instituição e o hóquei de Lourenço Marques. O presidente manteve uma retórica confrangedora e só ao fim de longo debate, entremeado pelos bons ofícios do Capitão Vasconcelos Porto, condescendi com relutância, pois já tinha afirmado, e era do conhecimento geral, que não iria ao Campeonato da Europa com esta liderança. O status quo foi no entanto mantido e já com Adão da Conceição Castro, novo presidente da APLM, acabámos por levar um responsável absolutamente nada talhado para o lugar, o que causou vários embaraços.

Ganhámos essa prova, mas a este Seleccionador/Adjunto não se pode atribuir uma quota-parte da Taça, nem tampouco das medalhas. Todavia, vencemos o Europeu realizado na Suiça e no regresso a Lisboa, os atletas moçambicanos, agora constituídos em equipa, foram confrontados com um jogo de última hora, em que se pretendia homenagear o Seleccionador Adjunto. Quando um colega me questionou porque não me preparava para o evento, informei-o que se fosse para homenagear o jogador histórico e famoso dos anos trinta, teria colaborado sem nenhuma reserva. Mas como a homenagem era ao Seleccionador Nacional Adjunto, na dupla função de Seleccionador de LM (soube por notícia publicada num jornal), eu não participaria nela por não a achar justa, nem tampouco merecida. Compreendeu e não se falou mais do assunto.

E assim foi, fiquei no hotel a pensar que esse Seleccionador aceitara um jogo em que a nossa equipa iria defrontar outra da 2ª Divisão, naturalmente muito motivada e desejosa de bater os recentes Campeões Europeus, num rinque impróprio para consumo. Mas a parte gravosa fora ter aceite uma homenagem à sua pessoa, 24 horas antes de enfrentarmos uma equipa em Lisboa, no Pavilhão dos Desportos, quando a sua obrigação seria fazer os atletas descansar, até porque o Europeu tinha sido muito duro e exigente. Enfim, para o exterior tudo parecia correr normalmente mas a verdade é que não era assim e teve repercussões sérias no futuro.

A Federação Portuguesa de Patinagem, numa abertura inédita e de boa fé, ao ter decidido que o Seleccionador Nacional Adjunto seria o Seleccionador de Lourenço Marques, fosse ele A ou B, dera uma indicação clara que pretendia criar uma ligação institucional mais estreita com a APLM de modo a superar certos problemas que a distância provocava.

Consequência: Todas as boas intenções se desfizeram imediatamente, perante as conclusões a que os federativos chegaram, presentes que estiveram no Campeonato da Europa. Perdeu-se assim uma oportunidade rara e só poderemos especular o que teria sido, se tivesse havido mais competência por parte da Associação de Patinagem de Lourenço Marques, desse ano. E o facto mais bizarro foi o seleccionador ter permanecido em funções e, dois meses depois, acabar por levar a sua equipa à derrota no 1º Torneio Internacional realizado em Lourenço Marques, com três Campeões do Mundo na pista e cenas lamentáveis nos arredores da mesma, das quais foi um patético protagonista.

Não existe de minha parte  nenhuma intenção menos séria ou “revanchista” ao valorar as diferentes personagens que fizeram parte da minha vida desportiva.  Como testemunha viva dos acontecimentos relatados neste Site, actuo somente com o intuito de legar um registo para memória futura, dando o seu a seu dono. As notas dadas (ver quadro abaixo) são produto duma avaliação pessoal e têm de ser vistas exclusivamente nos contextos nele descritos.

Valoração dos Seleccionadores e Treinadores

Tal como nas provas dum exame escolar, uns vão para o quadro de honra, outros ficam a meio e alguns chumbam e normalmente, se apareceram zeros nas pautas das classificações, foi porque os alunos não responderam a qualquer pergunta, entraram calados e saíram mudos.

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